terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Lições Jovens - O coração do Pai

Quando refletimos sobre textos como os de Provérbios 22:22 e 23, perguntamos a nós mesmos: Que tipo de pessoa roubaria do pobre? Esses versos são um alerta do tipo “não faça” com os quais a maioria de nós concorda. Que consciência desceria tão baixo? Neste mundo cada vez mais envolvido no relativismo e na negação dos absolutos, descobrimos que a atitude de roubar do pobre ainda é inaceitável para muita gente. Aplaudimos aqueles que defendem o fraco e ajudam os menos favorecidos. Mas ficamos chocados quando escutamos sobre novas leis que oprimem o pobre e roubam dele as condições para ganhar a vida.

Então, o que Deus, nosso Pai, quer que façamos em favor dos pobres?

Levítico 19:9, 10 tem a resposta. Ela revela a natureza amorosa e cuidadosa do coração de nosso Pai. Ele não Se esquece dos pobres. Eles podiam recolher as sobras após a colheita e assim manter a dignidade, sem a necessidade de mendigar.

“O Senhor provê quanto às viúvas e aos órfãos, não por meio de um milagre, enviando-lhes maná do Céu, não mandando corvos a lhes trazer alimento; mas por um milagre no coração humano, expulsando o egoísmo, e descerrando as fontes do amor cristão. Os aflitos e desolados, Ele os confia a Seus seguidores como precioso depósito. Eles têm o mais forte direito às nossas simpatias.

“Nos lares providos dos confortos da vida, nas despensas e celeiros cheios do fruto das abundantes colheitas, em armazéns abastecidos com os produtos do tear, e nos subterrâneos em que se armazenam a prata e o ouro, Deus tem suprido os meios para a manutenção desses necessitados. Ele nos roga que sejamos condutos de Sua bênção.”1

“Ao colocar entre eles os inválidos e os pobres, de modo que dependam de seus cuidados, Cristo está provando Seus professos seguidores. Por meio do nosso amor e serviço a Seus necessitados filhos, provamos a genuinidade de nosso amor por Ele. Negligenciá-los é declarar-nos falsos discípulos, estranhos a Cristo e Seu amor.”2

“Lamentamos muitas vezes os escassos recursos disponíveis, mas, se os cristãos estivessem com inteiro fervor, poderiam multiplicar os recursos mil vezes. É o egoísmo e a condescendência com o próprio eu que entravam o caminho à nossa utilidade.”3

1. Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 202.

2. Ibid., p. 205.

3. Ibid., p. 206.

Pense nisto

- O que você acha da maneira estabelecida por Deus para ajudar os pobres?

- De que formas você pode se envolver nessa missão e demonstrar o amor divino?


Mãos à Bíblia

4. Qual é a advertência contida em Provérbios 23:17; 24:1, 2 e 24:19, 20?

Por que alguém invejaria os maus? Muito provavelmente não seria por causa dos pecados que eles possam estar cometendo, mas, de maneira geral, seria por causa dos ganhos imediatos (riqueza, sucesso, poder) que eles obtêm por meio de sua malignidade – é isso que as pessoas muitas vezes cobiçam para si mesmas. Mas precisamos olhar para além dos “ganhos” imediatos do pecado e pensar nas consequências de longo alcance. Além disso, quem já não viu quanto é destrutivo o pecado? Nunca escapamos das consequências dele.


Patience Liss | Indianápolis, Indiana, EUA 

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