“Palavras, palavras, nada senão palavras”
“Ele é apenas um falador.” Declarações como essas depreciam a importância da fala. Porém, há alguma coisa no mundo mais potente para o bem ou para o mal do que as palavras? A fala é sinal de personalidade. A autoconsciência se manifesta somente na fala. O pensamento é expresso pelas palavras, as quais representam ideias. As ações são precedidas de pensamentos, assim como os relâmpagos antecedem os trovões.
As palavras ou a ausência delas podem exercer um papel especial na solução ou na origem de contendas, pois refletem o discernimento de alguém em relação às situações que as envolvem. Por meio das palavras, pessoas buscam inspiração para cada circunstância, líderes motivam liderados para a obtenção de resultados expressivos, governantes fundamentam seus projetos audaciosos, enfermos recebem auxílio psicológico para vencer as doenças, e muitos edificam relacionamentos sólidos.
A Nova Tradução na Linguagem de Hoje traduz Provérbios 18:13 da seguinte maneira: “Quem responde antes de ouvir mostra que é tolo e passa vergonha.”
Grande ênfase é dada ao ato de ouvir, pois dessa ação resultam respostas mediante palavras proferidas. Ouvir nesse contexto se relaciona à compreensão, ou seja, uma comunicação em que as partes se entendam e consigam ir na mesma direção. Mas, de forma egoísta, há pessoas que não estão interessadas em ouvir os outros, pois querem apenas que os outros ouçam suas palavras de vaidade e insensatez. Seus discursos servem apenas para aumentar a confusão, e não trazem nenhuma iluminação nem discernimento sobre os assuntos analisados. Há aproximadamente cem provérbios que descrevem especificamente o uso próprio e impróprio da linguagem.
A ansiedade e o engano nos impedem de ouvir. Como consequência, ocorre a exposição da pessoa à vergonha, pois as palavras de alguém são fruto de seu pensamento. Contendas são geradas e os relacionamentos não demonstram o plano de Deus para a vida das pessoas. Sempre haverá uma “colheita” no uso apropriado ou inapropriado da fala. Pode haver uma colheita boa quando as palavras produzem o bem para aquele que fala, bem como para o ouvinte, ou, pode haver uma colheita amarga e venenosa. Nesse caso, tais palavras produzem o mal tanto para o que fala como para o ouvinte.
A língua pode ser usada tanto para abençoar quanto para amaldiçoar, pode dar vida e pode matar, pode curar ou pode ferir. Falar demais envolve transgressão. Em Provérbios 10:19, o falar precipitado pode causar dano. O silêncio é elogiável, especialmente o silêncio de um homem insensato, que se torna temporariamente sábio por manter a boca fechada (Pv 17:28). Uma resposta branda pode aquietar águas agitadas (Pv 15:1).
Nenhum comentário:
Postar um comentário