segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Comentários Lição 8 - O teste da vida

Pelo fato de muitos proclamarem a própria bondade, Salomão enumerou muitas características das pessoas bondosas, pacientes e dispostas a suprir as necessidades dos outros. Contudo, precisamos tomar cuidado para que essas obras não sejam apenas exteriores, mas que sejam alicerçadas na Palavra que transforma a vida. Jesus disse: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-Me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7:21-23). Iniquidade é a tradução de anomia, palavra grega que significa contra a lei. Jesus descreveu pessoas que realizam grandes obras, mas não guardam os mandamentos de Deus. “Precisamos fazer estas coisas sem omitir aquelas” (Mt 23:23).

O verdadeiro cristão realiza boas obras não para ter méritos próprios, mas porque ama a Deus e sua gratidão transborda em atos de amor pelo semelhante. Sua vida é um bálsamo para o sedento. O temor do Senhor, a sabedoria, verdade e integridade dos justos são mais aceitáveis ao Senhor do que sacrifícios. As obras bondosas são consequências (Pv 9:10; 20:7; 21:3). O justo realiza boas obras não para ser salvo, mas porque já encontrou a salvação.

“Em cada ação está a demonstração da ‘hesed’, palavra hebraica que significa ‘bondade’, ‘amabilidade’, [...], evidenciando de que lado do grande conflito o justo escolheu ‘fincar’ sua bandeira.”7 Isso serve para mostrar que nos mínimos detalhes as obras testificam quem é o Senhor e comandante da vida.

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