quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Comentários Lição 7 – Dois lados de uma história

O insensato não é discípulo de Cristo e não usa as declarações de sabedoria que promovem e interpretam a lei de Deus. O insensato não segue as regras da escola da sabedoria, e como um louco não tem prazer no discernimento. Apresenta as próprias compreensões, o próprio conjunto de prazeres (mentais e físicos), os quais compõem sua vida, e não a lei. Parte de seu prazer é exibir sua ignorância. É um insensato quem gosta de dar espetáculos, sendo que da sua boca procede a insensatez (Pv 15:2). Caso ele se calasse, os outros o confundiriam com um sábio (comparar com Pv 17:28). Esse tipo de pessoa se interessa apenas pelo tipo de sabedoria que promove os próprios desejos, ou, se tem algo digno para dizer, o faz somente com propósitos de exibição e ostentação, conforme Provérbios 26:1, 3-12.

Em qualquer tipo de argumentação, aquele que tem a primeira oportunidade de declarar seu caso está em vantagem. Entretanto, qualquer argumento precisa ser examinado em profundidade. As pessoas sempre apresentam argumentos da maneira que melhor serve os próprios interesses, ou aos interesses de seus grupos. Os modernos sistemas jurídicos proveem advogados de acusação e defesa, para garantir julgamentos mais justos. Nos tribunais antigos, os hebreus tentavam obter idêntico equilíbrio mediante emprego de testemunhas favoráveis e contrárias. Mas todos os sistemas são imperfeitos, pois, algumas vezes, um homem culpado sai livre, ao passo que um inocente é condenado. Erasmo de Roterdã insistia na livre investigação de todas as questões. Deve haver audição e investigação a fim de considerar outros pontos de vista, e não simplesmente para acumular mais evidências para aquilo que acreditamos ser a verdade.
Uma pessoa sensata escuta os que têm opinião contrária à sua para formular um melhor juízo sobre si mesmo e a causa a ser deliberada. Em um ambiente moderno e extremamente competitivo como o atual, muitos têm atuado como o insensato.

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