terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Comentários - Ter inveja dos perversos

Algumas vezes os servos de Deus se sentem tentados a invejar os pecadores que prosperam e parecem viver felizes e sem preocupações (Sl 37:1; 73:3, 17; Pv 3:31; 24:1, 19). As ocupações habituais dos inescrupulosos parecem sedutoras e atrativas. Muitos erroneamente acreditam que o bom comportamento causa aborrecimento (Sl 1:1; Pv 4:14-19). Há pelo menos três perigos quando alguém se envolve com os ímpios: (1) Diminuição das elevadas resoluções de ordem moral pela ridicularização dos perversos e pelos atrativos de uma vida sem restrições; (2) Prejuízo na reputação pela companhia dos depravados; e (3) Cumplicidade nos planos dos ímpios para prejudicar os inocentes.

“Não tenhas inveja dos pecadores. E nem sequer permita que entre em sua mente um pensamento como: Oh! Se eu pudesse tirar de mim todos os freios! [...] Não inveje a prosperidade do ímpio; tenha a segurança de que nela não há verdadeira felicidade.” 6
Assim como não deveríamos nos regozijar pela queda de um inimigo, não devemos ter inveja deles (Pv 23:17) nem ficar irritados por causa de sua prosperidade (Sl 37:1, 8; 73:2, 3; Pv 24:1). Isso nos levaria à tristeza e ao desânimo, possivelmente a ponto de entrarmos pelo caminho dos ímpios a fim de desfrutar os prazeres de que eles aparentemente desfrutam. Tais sentimentos são podem levar à morte (Pv 24:20). Na parábola, o rico orgulhoso disse: “Direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12:19, 20).

Deus disse: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da Terra; porque Eu Sou Deus, e não há outro” (Is 45:22). Esse deve ser o foco do justo. Deus declarou: “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos” (Ag 2:8). Essa deve ser a segurança do cristão.

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