sexta-feira, 17 de abril de 2015

Lição Adultos - Estudo adicional

“Evite toda questão relativa à humanidade de Cristo que esteja sujeita a ser mal entendida. A verdade e a suposição estão muito próximas uma da outra. Ao tratar da humanidade de Cristo, você deve vigiar ao máximo cada afirmação, para que suas palavras não sejam interpretadas como se significassem mais do que sugerem, e assim você perca ou anuvie a clara concepção de Sua humanidade combinada com a divindade. Seu nascimento foi um milagre de Deus. […] Nunca, de nenhuma forma, deixe sobre a mente humana a mais leve impressão de que repousou sobre Cristo qualquer mácula de corrupção ou inclinação para a corrupção, ou que Ele, de algum modo, tenha cedido à corrupção. Ele foi tentado em todos os pontos como o homem é tentado, mas é chamado de ‘Ente santo’. É um mistério sem explicação para os mortais o fato de que Cristo pudesse ser tentado em todos os pontos como nós somos e, ainda assim, ser sem pecado. A encarnação de Cristo sempre foi e sempre permanecerá um mistério” (Comentários de Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 1260, 1261).


Perguntas para reflexão

1. Ellen G. White escreveu: “A encarnação de Cristo sempre foi e sempre permanecerá um mistério.” Por que precisamos ser cuidadosos para não julgar com severidade aqueles que não entendem esse “mistério” da mesma forma que nós?

2. Diante da transfiguração, os discípulos estavam sonolentos. Qual é a sua condição diante da volta de Jesus? Você está se preparando?

3. Diante do que Jesus disse sobre Si mesmo, haveria lógica em crer que Ele foi meramente um grande homem, um grande profeta ou um grande líder espiritual? Por que precisamos aceitar que Ele é quem disse ser, ou então que Ele é um lunático ou alguém muito enganado a respeito de Si mesmo? Por que não há outra opção com respeito à identidade de Jesus?

Lição Jovens - Você O conhece?

Naquele dia, estavam sentadas na sinagoga pessoas que conheceram a Jesus enquanto Ele crescia. Outras haviam somente escutado falar a Seu respeito, e algumas O tinham visto algumas vezes. Também pode ser que esivessem presentes alguns parentes e viajantes curiosos que foram escutar o Filho de José e Maria falar.

Mas espere! Ele alegou ser Aquele de quem o profeta Isaías falou? Sim! Ele leu como se cada palavra tivesse sido escrita sobre Ele. Era a imaginação deles ou parecia que Ele estava recitando as palavras do profeta quase de cor: “O Espírito do Senhor está sobre Mim” (Lc 4:18)? Eles se esforçaram para escutar e compreender que confusão era aquela. Quem seria esse Homem?

Eles haviam escutado as histórias. Os milagres certamente não podiam ser reais. E, mesmo que fossem, que diferença fariam? Ele era somente o filho de José e Maria. Muitas pessoas que O tinham visto realizar milagres ou haviam sido curadas por Ele também não sabiam quem Ele realmente era. Estavam satisfeitas com as coisas que Ele havia feito, portanto não se preocuparam em saber mais sobre Ele.
Corremos o risco de fazer o mesmo hoje. Muitos estão satisfeitos em adorar o Deus que nossos pais e pastores descrevem, em vez de procurar conhecê-Lo pessoalmente. Oswald Chambers escreveu: “Procure sempre fazer distinção entre o que você sabe que Jesus é e o que Ele fez por você. Se seu conhecimento se limita apenas ao que Ele fez por você, então você não tem um Deus suficientemente grande; mas, se tiver tido uma visão de Jesus como Ele é, as experiências podem ir e vir, você permanecerá firme ‘como quem vê Aquele que é invisível’.”*

Você realmente conhece Jesus? Tem permitido que Ele o ajude em cada aspecto da sua vida? Semelhante à mulher com o problema de hemorragia, tem você pessoalmente experimentado o poder de Cristo (Lc 8:40-48)? Se fizermos isso, então, como Paulo, também poderemos dizer: “Eu sei em quem tenho crido” (2Tm 1:12).

* Oswald Chambers, My Utmost for His Highest (Grand Rapids, Mich.: Oswald Chambers Pub. Assn. Ltd., 1992), 9 de abril.


Mãos à Bíblia

- Liste os traços de caráter que definem Jesus e avalie como você está manifestando esses traços em sua própria vida. Ore para que o Espírito Santo o ajude a crescer em áreas nas quais você se sente fraco.

- Assista a um filme ou a um programa de televisão ou leia um livro sobre um aspecto da natureza que particularmente lhe interessa. O que isso lhe ensina sobre nosso Criador?

- Liste as características de Cristo que mais chamam sua atenção. Peça a guia do Espírito Santo para desenvolver esses traços.


Pense nisto

- Por que é importante considerar o que Jesus tem feito por você e quem Ele é para você?

- O que significa ter uma experiência pessoal com Jesus? Compartilhe sua opinião com a classe no sábado.

Ogechi Nwankwo | Moreno Valley, Califórnia, EUA 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Lição Adultos - A transfiguração

5. Leia os relatos da transfiguração nos três evangelhos (Lc 9:27-36; Mt 17:1-9; Mc 9:2-8). (Leia também o relato de primeira mão feito por Pedro acerca do incidente, e note a verdade que o apóstolo estabeleceu a partir de sua experiência como testemunha ocular; ver 2Pe 1:16-19). Quais informações adicionais Lucas apresenta, e por que elas são importantes?

Lucas iniciou a narrativa com um detalhe que Mateus e Marcos não mencionam: Jesus levou Pedro, Tiago e João a um monte para orar. Jesus tinha os olhos e a mente fixos na direção de Jerusalém e predisse a vereda de sofrimento que se estendia diante dEle. Jesus desejava estar seguro de que estava fazendo o que Deus queria que Ele fizesse. Em momentos como esse, a oração é a única maneira de encontrar certeza e segurança. O processo da oração fez com que a glória divina se derramasse imediatamente sobre a pessoa de Jesus: “A aparência do Seu rosto se transfigurou e Suas vestes resplandeceram de brancura” (Lc 9:29).

O Jesus transfigurado estava conversando com Moisés e Elias sobre “Sua partida, que Ele estava para cumprir em Jerusalém” (v. 31). A palavra “partida” pode ser entendida de duas formas: Sua morte iminente em Jerusalém, embora a palavra grega usada aqui, exodus, não seja usada com frequência para a morte; portanto, “partida” pode também significar o grande “êxodo” que Jesus estava para efetuar em Jerusalém, o poderoso êxodo redentor que traria livramento do pecado.

A conversa dos três terminou com uma voz de aprovação vinda do Céu: “Este é o Meu Filho […] a Ele ouvi” (v. 35). A transfiguração ungiu Jesus com glória, assegurou-Lhe novamente Sua filiação, e anunciou que a redenção custaria a vida do Filho. Esse foi o motivo da ordem celestial para os discípulos: Ouçam-nO. Sem obediência e lealdade exclusiva a Ele, não há discipulado.

Ellen G. White escreveu, referindo-se a Moisés e Elias, que esses homens, que haviam sido “escolhidos de preferência a todos os anjos que rodeiam o trono, tinham vindo para conversar com Jesus acerca das cenas de Seu sofrimento e confortá-Lo com a certeza da simpatia do Céu. A esperança do mundo, a salvação de toda criatura humana, eis o assunto de sua entrevista” (O Desejado de Todas as Nações, p. 425).

Até mesmo o próprio Jesus, que havia confortado tantas outras pessoas, buscou consolo e conforto para Si mesmo. O que isso deve nos dizer sobre o fato de que até os mais fortes espiritualmente entre nós, podem, às vezes, precisar de consolo, encorajamento e ajuda da parte de outros? Você conhece alguém que necessita de consolo, conforto e encorajamento? 

Lição Jovens - “Quem vocês dizem que Eu sou?”

Cristo desafiou Seus discípulos com essa pergunta (Mc 8:29). Hoje, Ele nos desafia com a mesma indagação. O próprio Jesus nos diz quem Ele é: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6); “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (Ap 22:13).

Para o filho pródigo, Ele é o pai amoroso esperando pacientemente que ele volte para casa (Lc 15:11-32). Para o enfermo, Ele é o Doador da vida (Jo 10:10). Para o viciado em drogas, álcool ou outra coisa, Ele é o Curador (Êx 15:26). Para o estudante com dificuldades financeiras, Ele é o Provedor (Fp 4:19). Para o deprimido, Ele é o Doador da paz (Fp 4:7). Quem você diz que é Jesus? Passe a conhecê-Lo como seu melhor Amigo, sempre colocando as seguintes estratégias em prática:

Passe tempo com Ele. Separe uma parte especial cada dia para conhecer Jesus. Tiago 4:8 nos diz que, se nos achegarmos a Ele, Ele Se achegará a nós. Medite nEle, em Suas palavras, Seu estilo de vida e Seu dom de salvação. “Esta é a vida eterna: que Te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3).

Procure agradá-Lo em vez de a si mesmo. É necessário um esforço para fazer o que Lhe agrada. “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento” (Mt 22:37, 38).

Fale com Ele. Sim! Jesus ouve e responde às orações. Ele responde às orações proferidas em nossa mente enquanto trabalhamos, nos dirigimos para a escola, ou dirigimos pela rodovia. Ele está sempre pronto para responder nossas orações. “Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei” (Is 65:24).

Confie nEle. Deixe Jesus ser o Senhor de sua vida. Por que tentar resolver seus problemas sozinho, ou enfrentar sozinho os desafios, quando Jesus promete estar ao seu lado para ajudar você? “Entregue seu caminho ao Senhor; confie nEle, e Ele agirá” (Sl 37:5). 

Mãos à Bíblia

5. Leia os relatos da transfiguração nos três evangelhos (Lc 9:27-36, Mt 17:1-9, Mc 9:2-8). (Leia também o relato de primeira mão feito por Pedro acerca do incidente, e note a verdade que o apóstolo estabeleceu a partir de sua experiência como testemunha ocular; ver 2 Pedro 1:16-19). Quais informações adicionais Lucas fornece, e por que elas são importantes?

O Jesus transfigurado estava conversando com Moisés e Elias sobre “Sua partida, que Ele estava para cumprir em Jerusalém” (v. 31). A palavra “partida” pode ser entendida de duas formas: Sua morte iminente em Jerusalém, embora a palavra grega usada aqui, exodus, não seja usada com frequência para a morte; portanto, “partida” pode também significar o grande “êxodo” que Jesus estava para efetuar em Jerusalém, o poderoso êxodo redentor que traria livramento do pecado.

Nadia Ammitie King | Nassau, New Providence, Bahamas 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Lição Adultos - “O Cristo de Deus”

4. Leia Lucas 9:18-27. Por que Jesus teria feito aos discípulos uma pergunta cuja resposta Ele já sabia? Que lição Ele estava procurando ensinar-lhes, não apenas sobre Si mesmo, mas sobre o que significa segui-Lo?

“Mas vós […] quem dizeis que Eu sou?” (Lc 9:20). A pergunta que Jesus fez dois mil anos atrás ainda perturba a História. As pessoas têm dado diferentes respostas: um grande mestre; um profundo filósofo ético; uma personificação da verdade; um monumento de autossacrifício; um profeta destemido; um reformador social; um grande modelo de tudo que o ser humano deve ser. Mas nenhuma resposta serve, a não ser a confissão que a pergunta original arrancou dos lábios de Pedro.

Depois de revelar Sua autoridade sobre a natureza (Lc 8:22-25), Seu poder sobre os demônios (v. 26-35), Seu poder sobre as doenças (Lc 5:12-15, 8:43-48), Sua capacidade de alimentar cinco mil pessoas a partir de quase nada (Lc 9:13-17) e Seu poder sobre a própria morte (Lc 8:51-56), Jesus confrontou Seus discípulos com o que, na realidade, são duas perguntas: primeiro, o que os outros pensavam dEle; depois, o que os próprios discípulos pensavam. Ele não perguntou a fim de Se informar sobre algo que ainda não soubesse. Ao contrário, perguntou a fim de ajudá-los a compreender que o fato de Ele ser quem era exigiria deles, na verdade, uma entrega que custaria tudo.

“Nosso conhecimento de Jesus nunca deve ser de segunda mão. Podemos conhecer todas as opiniões dadas sobre Jesus; podemos conhecer toda a Cristologia já formulada por mentes humanas; podemos ser capazes de dar um resumo abalizado do que todos os grandes pensadores e teólogos já ensinaram sobre Cristo – e mesmo assim não ser cristãos. O cristianismo nunca consiste em saber sobre Jesus; sempre consiste em conhecer Jesus. Cristo sempre exige um veredito pessoal. Ele não perguntou apenas a Pedro, mas pergunta a cada um de nós: ‘Você – o que você pensa de Mim?’” (William Barclay, The Gospel of Matthew. Bangalore, Theological Publications in India, 2009; v. 2, p. 161).

Nossa resposta à pergunta que Jesus fez não pode ser outra senão a confissão de Pedro: Jesus é “o Cristo de Deus” (Lc 9:20). Cristo significa “o Ungido”, o Messias, cuja missão não é a de um libertador político, mas a de um Salvador que libertará a humanidade das garras de Satanás e do pecado e inaugurará o reino da justiça.

Não basta simplesmente saber quem foi Jesus. Precisamos conhecê-Lo por nós mesmos. Se, então, você afirma que conhece Jesus, o que, de fato, você sabe sobre Ele? Isto é, o que seu próprio conhecimento pessoal de Jesus lhe ensina sobre Ele e como Ele é?

Lição Jovens - Profecia personificada

Jesus foi a semente prometida para esmagar a cabeça da serpente, Satanás (Gn 3:15). As profecias a respeito da vinda de um Rei e Redentor encheram os livros dos profetas. Ele seria “Príncipe da Paz” para os cativos e um “Conselheiro” para os quebrantados (Is 9:6).
O registro de Lucas sobre o nascimento de Cristo provê a evidência do surgimento do Salvador prometido. O nascimento virginal profetizado por Isaías (7:14) encontra seu cumprimento no relato de Lucas quando o anjo fala a Maria.

Achados arqueológicos recentes apoiam o registro do nascimento de Jesus. Uma equipe estava trabalhando em favor da Autoridade Israelita de Antiguidades e encontrou em suas escavações um selo contendo o nome “Belém”. O selo teria sido usado para rotular remessas fiscais de Belém para a Judeia.1

“Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada em Sua aparência para que O desejássemos” (Is 53:2). Lucas 7:24-30 nos diz que Ele deveria ser rejeitado por Sua geração.

Lucas nos apresenta um Cristo pessoal. Pedro, após presenciar os atos de Jesus, se referiu a Ele como o “Cristo de Deus”. A palavra “Cristo” no grego é traduzida como “ungido”.2 Pedro descreveu Jesus como o “ungido” de Deus; e Lucas concorda que Ele verdadeiramente é o ungido do Senhor.

1. Diaa Hadid, “Ancient Bethlehem Seal Unearthed In Jerusalem”, Huffington Post Religion, 23 de maio de 2012,
http://www.huffingtonpost.com/2012/05/23/ancient-bethlehem-seal_n_1538605.html.

2. Wikipedia, ver “Christ” [“Cristo”], modificado pela última vez em 11 de maio de 2014, http://en.wikipedia.org/wiki/Christ.

Pense nisto

- Lucas apresentou Jesus como ele O viu. Como você vê Jesus?

- Como pode sua perspectiva pessoal de Jesus, o Ungido de Deus, ajudar outros a se aproximarem dEle?


Mãos à Bíblia

4. Leia Lucas 9:18-27. Por que Jesus teria feito aos discípulos uma pergunta cuja resposta Ele já sabia? Que lição Ele estava procurando ensinar-­lhes, não apenas sobre Si mesmo, mas sobre o que significa segui-Lo?

“Mas vós ... quem dizeis que Eu sou?” (Lc 9:20). A pergunta que Jesus fez dois mil anos atrás ainda perturba a História. Depois de revelar Sua autoridade sobre a natureza (Lc 8:22-25), Seu poder sobre os demônios (v. 26-35), Seu poder sobre as doenças (Lc 5:12-15, 8:43-48), Sua capacidade de alimentar cinco mil pessoas a partir de quase nada (Lc 9:13-17), Seu poder sobre a própria morte (Lc 8:51-56), Jesus confrontou Seus discípulos com o que, na realidade, são duas perguntas: primeiro, o que os outros pensavam dEle; depois, o que os próprios discípulos pensavam.

Scheri-lyn Makombe | Indianápolis, Indiana, EUA 

terça-feira, 14 de abril de 2015

Lição Adultos - Filho do Homem

Embora Jesus tivesse plena consciência de que era tanto o Filho do Homem como o Filho de Deus (Lc 22:67-70), “Filho do Homem” era a maneira favorita de nosso Salvador Se referir a Si mesmo. Ninguém mais se dirigiu a Ele por esse título. As únicas outras ocorrências do termo estão no discurso de Estêvão (At 7:56) e em Apocalipse 1:13 e 14:14. O termo aparece mais de 80 vezes nos evangelhos, e 25 vezes em Lucas. O uso que Lucas faz do título mostra o profundo interesse do autor na humanidade de Jesus como o Homem universal enviado por Deus para proclamar as boas-novas da salvação.

“A humanidade do Filho de Deus é tudo para nós. É a corrente de ouro que nos liga a Cristo, e por meio de Cristo a Deus. Isso deve constituir nosso estudo. Cristo foi um homem real; deu prova de Sua humildade, tornando-Se homem. Entretanto, era Ele Deus na carne” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 244).

O uso do termo “Filho do Homem” em Lucas apresenta várias revelações da natureza, missão e destino do Jesus encarnado.
Primeira, o título O identifica como um ser humano (Lc 7:34), sem lar ou abrigo no mundo (Lc 9:58).

Segunda, Lucas usou o título para assegurar a natureza e a posição divinas de Cristo: pois “o Filho do Homem é Senhor do sábado” (Lc 6:5). Portanto, Ele é também criador, com o poder de perdoar pecados (Lc 5:24).

Terceira, para realizar a missão redentora determinada pela Divindade antes da fundação do mundo (Ef 1:3-5), o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido (Lc 9:56, 19:10). Mas a redenção em si mesma não pôde ser completada até que “o Filho do Homem [sofresse] muitas coisas, [fosse] rejeitado [… e] morto e, no terceiro dia, [ressuscitasse]” (Lc 9:22). Essa autoconsciência do Filho do Homem sobre o caminho que Ele tinha de trilhar e sobre o preço que tinha de pagar para redimir a humanidade do pecado revela não só a origem divina do plano da redenção, mas também a submissão de Cristo, em Sua humanidade, a esse plano.

Quarta, note quanto é completo o quadro que Lucas apresenta do sofrimento do Messias nas seguintes passagens: Sua presciência da cruz (Lc 18:31-33), da traição (Lc 9:44), de Sua morte em cumprimento da profecia (Lc 22:22), de Sua crucifixão e ressurreição (Lc 24:7; ver Lc 11:30) e de Sua função como Mediador diante do Pai (Lc 12:8).

Quinta, Lucas via o Filho do Homem, em termos dos últimos dias, como Aquele que voltará à Terra para recompensar Seus santos e pôr fim ao grande conflito (Lc 9:26; 12:4; 17:24, 26, 30; 21:36; 22:69).

Em resumo, o título “Filho do Homem” incorpora o aspecto multifacetado não só de quem Cristo é, mas do que Ele veio fazer, já fez e ainda fará por nós no plano da salvação.