Desde 1949, as Convenções de Genebra têm firmado acordos internacionais que buscam conter alguns dos problemas mais complicados do conflito humano.* Esses acordos foram assinados por muitos países que reconheceram que, apesar das lutas e conflitos serem inevitáveis, alguns componentes da guerra mancham a dignidade da família humana global. De acordo com essas convenções, práticas como atacar médicos em tempo de guerra, torturar prisioneiros e tratar civis de maneira desumana são inaceitáveis na guerra.
Os cristãos podem aprender com as Convenções de Genebra em termos de conflito. Com efeito, o código de Genebra declara que o ato de luta contra o inimigo não é inerentemente errado, mas que certos métodos de luta contra o inimigo são. De igual modo, como cristãos, somos chamados para resistir ao inimigo, o diabo. Isso implica lutar contra os convites dele para pecarmos. Como lidamos com tais lutas é objeto de especial atenção de Deus. A honestidade é uma das mais poderosas armas do cristão.
Provérbios 19:1 evidencia que a calúnia, um tipo de falsidade, é uma transgressão do “Código de Genebra do Céu”. É dito do caluniador, ou daquele de lábios perversos, que ele está numa condição mais deplorável do que a pobreza! Porém, “aquele que vive com integridade” é considerado melhor. Deus rejeita a difamação como resposta a conflitos, mesmo quando somos vítimas no processo.
Provérbios 19:9 reitera que a testemunha falsa não sairá sem punição e que quem profere mentiras morrerá. Note que não existe diferença entre o perpetrador e a vítima no conflito. O identificador absoluto “todo aquele”, significa que qualquer pessoa que recorre à mentira é condenado. Isso pode ser um ensinamento difícil, considerando como é difícil não responder a um ultraje com outro ultraje ou ódio com ódio. No entanto, o verso 22 diz: “O que se deseja ver num homem é amor perene.” Amor infalível era a resposta de Cristo para com aqueles que O desprezavam. Era Sua resposta àqueles que difamavam Seu nome. Essa também deve ser nossa resposta.
Lembre-se de que os cristãos nascem em um mundo que está em guerra contra Deus. Então, não é simplesmente lutar, mas a maneira pela qual lutamos determinará nosso lado na batalha. Lutar sustentado pelo poder divino e recusando o mal nos dá clareza no conflito e uma paz interior por meio do Espírito Santo.
* Summary of the Geneva Conventions of 1949 and Their Additional Protocols,
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