Mudança nenhuma das circunstâncias externas deve abater nosso afeto pelos que estão ao redor, especialmente os mais próximos, os familiares. Entretanto, é bom lembrar que nenhum amigo, salvo Cristo, merece confiança ilimitada. Ao escrever aos coríntios, o apóstolo Paulo mencionou que o amor deve ser paciente. A palavra utilizada em grego é “makrothumein”, que descreve a paciência com as pessoas e não com as circunstâncias. Crisóstomo declarou que essa é a palavra que se usa acerca do homem que foi afrontado e que, tendo poder para se vingar facilmente, não o faz. Descreve o homem lento para se irritar. Utiliza-se para se referir ao próprio Deus em Sua relação com os homens. Ao lidar com os seres humanos, por mais rebeldes, desumanos e cruéis que sejam, devemos exercer a mesma paciência que Deus tem para conosco, e amá-los como a nós mesmos” (Lc 10:27).
A raiz da palavra hebraica “kasah”, é utilizada tanto em Provérbios 17:9 quanto no Salmo 85:2, demonstrando que as palavras “cobrir”, “ocultar”, “encobrir” e “enterrar” estão relacionadas ao perdão, fruto de uma expiação ocorrida no coração, oferecendo amor e buscando amor da parte do próximo. Nesse sentido, há a esperança de que outras pessoas se mostrem caridosas. Provérbios 10:12 diz: “O amor cobre todas as transgressões.” O homem que sai espalhando para todos que foi ofendido, separa amigos e estraga a vida da comunidade. Esse tipo de difamação é condenada, pois se limita apenas a espalhar antigas queixas, repetindo a outros alguma transgressão que já deveria ter sido perdoada, como demonstração do amor fraternal que nos une e dá certeza de que o Pai celestial também nos perdoa e não nos difama.
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