terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Lições Adultos - Ter inveja dos perversos

4. Qual é a advertência contida em Provérbios 23:17; 24:1, 2; e 24:19, 20?

Por que alguém invejaria os maus? Muito provavelmente não seria por causa dos pecados que eles possam estar cometendo, mas, de maneira geral, seria por causa dos ganhos imediatos (riqueza, sucesso, poder) que eles obtêm através de sua malignidade – é isso que as pessoas muitas vezes cobiçam para si mesmas.

Embora, é claro, nem toda pessoa que alcança sucesso ou riqueza seja má, algumas o são, e provavelmente seja a respeito desse tipo de pessoa que somos advertidos nesses versos. Vemos a “boa” vida deles e, de nossa perspectiva, especialmente se nós mesmos estivermos passando dificuldades, é fácil invejar o que eles têm.

Essa, porém, é uma visão estreita e míope das coisas. Afinal de contas, a tentação apresentada pelo pecado é o fato de que sua recompensa é imediata: desfrutamos a gratificação no presente. Uma perspectiva que enxerga além do presente pode nos proteger da tentação; isto é, precisamos olhar para além dos “ganhos” imediatos do pecado e pensar nas consequências de longo alcance.

Além disso, quem já não viu quão destrutivo é o pecado? Nunca escapamos das consequências dele. Podemos ser capazes de escondê-lo de outros de tal forma que ninguém, nem mesmo aqueles que estão mais próximos de nós, tenham sequer uma pista do que estamos fazendo (embora mais cedo ou mais tarde eles venham a saber); ou podemos ser capazes de iludir a nós mesmos pensando que nossos pecados não são tão maus assim. (Afinal de contas, veja quantas pessoas fazem coisas piores!) Porém, mais cedo ou mais tarde o pecado nos alcança.

Devemos odiar o pecado. Devemos odiá-lo por causa do que ele fez a nós, ao nosso mundo e ao nosso Senhor. Se desejamos ver o verdadeiro preço do pecado, olhemos para Jesus na cruz. Foi isso que o pecado custou. Só essa compreensão já deve ser suficiente para fazer-nos desejar evitar o pecado e nos manter afastados o máximo possível daqueles que nos levariam a praticá-lo.

Você já lutou contra sentimentos de inveja pelo sucesso de alguém? Qual é o melhor remédio para esse problema espiritualmente mortal? (Ver Ef 5:20.)

Oração diária: Nosso pedido hoje é por perseverança espiritual. Queremos orar todos os dias!

Lições Jovens - O coração do Pai

Quando refletimos sobre textos como os de Provérbios 22:22 e 23, perguntamos a nós mesmos: Que tipo de pessoa roubaria do pobre? Esses versos são um alerta do tipo “não faça” com os quais a maioria de nós concorda. Que consciência desceria tão baixo? Neste mundo cada vez mais envolvido no relativismo e na negação dos absolutos, descobrimos que a atitude de roubar do pobre ainda é inaceitável para muita gente. Aplaudimos aqueles que defendem o fraco e ajudam os menos favorecidos. Mas ficamos chocados quando escutamos sobre novas leis que oprimem o pobre e roubam dele as condições para ganhar a vida.

Então, o que Deus, nosso Pai, quer que façamos em favor dos pobres?

Levítico 19:9, 10 tem a resposta. Ela revela a natureza amorosa e cuidadosa do coração de nosso Pai. Ele não Se esquece dos pobres. Eles podiam recolher as sobras após a colheita e assim manter a dignidade, sem a necessidade de mendigar.

“O Senhor provê quanto às viúvas e aos órfãos, não por meio de um milagre, enviando-lhes maná do Céu, não mandando corvos a lhes trazer alimento; mas por um milagre no coração humano, expulsando o egoísmo, e descerrando as fontes do amor cristão. Os aflitos e desolados, Ele os confia a Seus seguidores como precioso depósito. Eles têm o mais forte direito às nossas simpatias.

“Nos lares providos dos confortos da vida, nas despensas e celeiros cheios do fruto das abundantes colheitas, em armazéns abastecidos com os produtos do tear, e nos subterrâneos em que se armazenam a prata e o ouro, Deus tem suprido os meios para a manutenção desses necessitados. Ele nos roga que sejamos condutos de Sua bênção.”1

“Ao colocar entre eles os inválidos e os pobres, de modo que dependam de seus cuidados, Cristo está provando Seus professos seguidores. Por meio do nosso amor e serviço a Seus necessitados filhos, provamos a genuinidade de nosso amor por Ele. Negligenciá-los é declarar-nos falsos discípulos, estranhos a Cristo e Seu amor.”2

“Lamentamos muitas vezes os escassos recursos disponíveis, mas, se os cristãos estivessem com inteiro fervor, poderiam multiplicar os recursos mil vezes. É o egoísmo e a condescendência com o próprio eu que entravam o caminho à nossa utilidade.”3

1. Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 202.

2. Ibid., p. 205.

3. Ibid., p. 206.

Pense nisto

- O que você acha da maneira estabelecida por Deus para ajudar os pobres?

- De que formas você pode se envolver nessa missão e demonstrar o amor divino?


Mãos à Bíblia

4. Qual é a advertência contida em Provérbios 23:17; 24:1, 2 e 24:19, 20?

Por que alguém invejaria os maus? Muito provavelmente não seria por causa dos pecados que eles possam estar cometendo, mas, de maneira geral, seria por causa dos ganhos imediatos (riqueza, sucesso, poder) que eles obtêm por meio de sua malignidade – é isso que as pessoas muitas vezes cobiçam para si mesmas. Mas precisamos olhar para além dos “ganhos” imediatos do pecado e pensar nas consequências de longo alcance. Além disso, quem já não viu quanto é destrutivo o pecado? Nunca escapamos das consequências dele.


Patience Liss | Indianápolis, Indiana, EUA 

Comentários - Ter inveja dos perversos

Algumas vezes os servos de Deus se sentem tentados a invejar os pecadores que prosperam e parecem viver felizes e sem preocupações (Sl 37:1; 73:3, 17; Pv 3:31; 24:1, 19). As ocupações habituais dos inescrupulosos parecem sedutoras e atrativas. Muitos erroneamente acreditam que o bom comportamento causa aborrecimento (Sl 1:1; Pv 4:14-19). Há pelo menos três perigos quando alguém se envolve com os ímpios: (1) Diminuição das elevadas resoluções de ordem moral pela ridicularização dos perversos e pelos atrativos de uma vida sem restrições; (2) Prejuízo na reputação pela companhia dos depravados; e (3) Cumplicidade nos planos dos ímpios para prejudicar os inocentes.

“Não tenhas inveja dos pecadores. E nem sequer permita que entre em sua mente um pensamento como: Oh! Se eu pudesse tirar de mim todos os freios! [...] Não inveje a prosperidade do ímpio; tenha a segurança de que nela não há verdadeira felicidade.” 6
Assim como não deveríamos nos regozijar pela queda de um inimigo, não devemos ter inveja deles (Pv 23:17) nem ficar irritados por causa de sua prosperidade (Sl 37:1, 8; 73:2, 3; Pv 24:1). Isso nos levaria à tristeza e ao desânimo, possivelmente a ponto de entrarmos pelo caminho dos ímpios a fim de desfrutar os prazeres de que eles aparentemente desfrutam. Tais sentimentos são podem levar à morte (Pv 24:20). Na parábola, o rico orgulhoso disse: “Direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12:19, 20).

Deus disse: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da Terra; porque Eu Sou Deus, e não há outro” (Is 45:22). Esse deve ser o foco do justo. Deus declarou: “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos” (Ag 2:8). Essa deve ser a segurança do cristão.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Comentários - Roubando os pobres

Há um decreto de morte para os que roubam os pobres e oprimem os aflitos em juízo. “Deus tirará a vida aos que os despojam” (Pv 22:23). Deus abomina o roubo, e mais ainda quando se rouba de um pobre. “O que rouba e oprime o pobre o faz com seu próprio risco. E se os homens não o reconhecerem por si mesmos, Deus o fará.”4

Esse conselho parece ser dirigido aos juízes que se sentavam "à porta" (Rt 4:1-11) a fim de admoestá-los para que não favorecessem os ricos nem oprimissem os pobres para obter proveito. Todavia essa verdade alcança os dias atuais onde a injustiça predomina e os desfavorecidos perecem pelas mãos de pecadores.

A Bíblia diz que Deus julgará a causa de todos os oprimidos. O Senhor pleiteará pelos aflitos e lhes fará justiça, algumas vezes por meios miraculosos (2Rs 4:1-7). Próximo está o tempo em que dirá: "Vai, pois, povo Meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do Seu lugar para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniquidade; e a Terra descobrirá o seu sangue e não encobrirá mais aqueles que foram mortos" (Is 26:20, 21). 
Homens que pretendem ser cristãos podem defraudar e oprimir os pobres; podem roubar os órfãos e viúvas; condescender com o ódio satânico por não poder dominar a consciência dos filhos de Deus. Porém, Deus trará tudo a juízo. "O juízo será sem misericórdia sobre aquele que não usou de misericórdia" (Tg 2:13). “Brevemente estarão perante o Juiz de toda a Terra, para prestar contas pelos sofrimentos físicos e morais infligidos à Sua herança”5


Lições Jovens - Moldado pela verdade

Como a verdade deve influenciar nossa vida (Pv 22:17-23). Os cristãos são chamados para uma missão mais elevada, e as palavras inspiradas de Salomão motivam a prestar atenção a esse chamado e torná-lo parte de nossa vida, de tal maneira que ele governe tudo o que dizemos e fazemos. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6). Ele é nosso modelo. É Ele a quem devemos imitar, não alguma estrela de filme ou astro da música. Nossa vida deve ser fundamentada na verdade ensinada por Jesus.

Satanás procura confundir tudo o que Jesus representa. Pouco a pouco, a mídia tenta nos afastar da verdade. Contudo, depositemos nossa confiança no Senhor (Pv 22:19).

Ele é a única verdade que pode desmascarar os falsos ensinamentos do inimigo.

Roubando do pobre (Pv 22:22, 23; 23:10). Desde que o pecado entrou no mundo, as pessoas têm maltratado, explorado e humilhado os menos favorecidos. Salomão teve tudo o que precisou e muito mais. No entanto, sua riqueza não deturpou seus valores. Ele foi o filho de Davi, um homem segundo o coração de Deus (1Sm 13:14). Para Salomão, era natural ordenar que não roubassem nem tirassem vantagem dos pobres.

Os noticiários mostram como os governos corruptos e as pessoas ricas frequentemente oprimem os pobres. No entanto, a Palavra de Deus nos pede, em Isaías 58:6, 7, que alimentemos os famintos, vistamos os pobres e soltemos-lhes as correntes da injustiça.

Tendo ciúme do ímpio (Pv 23:17; 24:1, 2, 19, 20). Você já sentiu ciúmes da prosperidade de uma pessoa ímpia? Certa vez, tive que refletir muito sobre isso. Minha conclusão? Sim. Eu invejava o ímpio. Por quê? Porque geralmente os ímpios têm o que eu gostaria de ter e não consigo. Eles fazem o que eu gostaria de fazer. Entretanto, Salomão nos adverte a não desejarmos o que o ímpio tem ou faz. 
Naturalmente, o pecado pode ser bastante atrativo. Eva se arriscou quando ouviu a serpente descrever o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal de maneira tão sedutora. “Três vezes se fez menção de quanto era encantador; apelou para seu gosto, para seu olho e para seu desejo por sabedoria mais elevada. Olhando para a árvore dessa maneira, com o desejo de experimentar seu fruto, foi uma concessão à persuasão de Satanás. Em sua mente, ela já era culpada por transgredir a ordem divina: ‘Não cobiçarás’ (Êx 20:17). O ato de tomar o fruto e comê-lo não era, senão, o resultado natural de entrar no caminho da transgressão.”1

Sendo fisgado pela boca (Gn 3:1-7; 9:20, 21; Pv 23:1-8, 29-35). A primeira tentação do inimigo para com a humanidade diz respeito ao que colocamos em nossa boca (Gn 3:1-7). Após Jesus ter jejuado no deserto por quarenta dias, Satanás O tentou, dizendo: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4:3). Tentações como essa apelam às nossas necessidades. Precisamos comer para sobreviver.

Algumas vezes, somos tentados a nos render ao apetite e acabamos cedendo em vez de reprimi-lo. Quando cedemos a tais tentações podemos destruir nossa “oportunidade para avançar no serviço”.2

Nossas responsabilidades (Pv 24:11, 12, 23-28; Ez 33:8). Deus nos confia diversas responsabilidades. Uma delas é confrontar o mau e seus caminhos perversos. Ezequiel 33:8 menciona que, se não admoestarmos as pessoas más e elas morrerem devido a seus pecados não perdoados, seremos responsáveis pela morte delas.

Salomão também nos adverte sobre o perigo de procrastinar (Pv 24:27). “Devemos realizar nosso trabalho na época apropriada. Se um fazendeiro constrói sua casa na primavera, ele perderá a estação de plantar e passará um ano sem comida. Se um negociante investe o dinheiro em uma casa enquanto seu comércio estiver em fase de crescimento, ele poderá perder os dois. É possível trabalhar duro e ainda perder tudo se não realizarmos as coisas a seu tempo ou se os recursos não forem adequados.”3

1. The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 230.

2. Ibid., v. 3, p. 1024.

3. Life Application Study Bible, (Tyndale House Publishers, Inc.: Wheaton, Ill, 1991), p. 1118.

Pense nisto

- Que coisas você tem procrastinado? Como evitar isso?

- Em vez de invejar o ímpio, por que não imitar o exemplo do Salvador?

Lições Adultos - Roubando os pobres

3. Leia Provérbios 22:22, 23; 23:10. A respeito do que somos advertidos? 

Embora sempre seja errado roubar, essa proibição diz respeito a roubar dos pobres e oprimidos, que são os mais vulneráveis. Eles são verdadeiramente indefesos, e portanto estão qualificados a ser objeto do interesse especial de Deus (Êx 22:21-27). Vem-nos à mente o caso de Davi, que matou Urias para roubar-lhe a esposa, e a parábola da cordeirinha contada por Natã (2Sm 12:1-4). Roubar do pobre não é apenas um ato criminoso: é pecado “contra o Senhor” (2Sm 12:13). Tirar de alguém que tem menos do que você é pior do que roubar: é também um ato de covardia. Será que esses ladrões acham que Deus não vê seus atos?

Na verdade, Provérbios 22:23 implica que mesmo que o ladrão escape da punição humana, Deus lhe dará a paga. A referência ao Goel, Redentor ou Vingador (Pv 23:11), pode até ser uma alusão à cena do juízo divino no fim dos tempos (Jó 19:25).

Portanto, essa advertência fala contra aqueles que estão interessados apenas nos “lucros” imediatos de seus atos, e não nos resultados de longo alcance. Eles obtêm suas posses e as aumentam à custa de outros e estão dispostos a enganar e a matar para conseguir esse propósito. Talvez desfrutem disso agora, mas pagarão o preço mais tarde. Esse raciocínio não deve apenas desencorajar o ladrão; deve também mostrar que nossos valores éticos estão intimamente ligados à soberania de Deus.

Na Inglaterra, alguns ateus colocaram o seguinte slogan em ônibus municipais: “Provavelmente, Deus não exista. Agora, pare de se preocupar e desfrute a vida.” Se Deus não existisse, então aqueles que roubam dos pobres e conseguem se safar agora, realmente não têm nada com que se preocupar. Na verdade, todos os que já praticaram grandes males parecem ter-se dado bem. No entanto, o mal trará suas consequências. De que forma a fé em Deus e em Suas promessas de julgamento devem ajudar a dar-nos um pouco de paz mental com respeito a toda a injustiça que vemos no mundo hoje?

O poder da oração: Hoje vamos orar por milagres reais na nossa vida e na de outros.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Comentários - O conhecimento da verdade

O seguidor de Jesus deve buscar a verdade a cada momento da vida. “Um breve exórdio [introdução] (Pv 22:17-21) chama a atenção do aluno para as palavras dos sábios que o mestre selecionou para sua instrução (17), convida-o a fazer com que elas façam parte de si mesmo (18) e declara que o propósito delas é implantar nele a confiança em Jeová (19).”²

Nessas palavras encontramos um convite não apenas para aprender palavras belas, mas para interiorizá-las na mente e no coração. Alguns opinaram declarando que esse convite para escutar as palavras dos sábios inicia uma nova seção do livro (cf. 1:1; 10:1). Os versos 17-21 formam um todo, em contraste com os breves provérbios soltos que os antecedem e os seguem. A verdade deve atingir o coração, e ela está estruturada em cinco pilares eternos: Deus Pai (Jo 17:3); Deus Filho (Jo 14:6); Deus Espírito (Jo 16:13); a Palavra (Jo 17:17); e a Lei (Sl 119:142). O conhecimento da verdade resulta em uma fé sólida que não advém da emoção nem da experiência destituída de conteúdo. Essa fé eleva nossa convicção de Deus e Sua pessoa. Precisamos ter boas razões para a fé. Finalmente o conhecimento da verdade liberta e leva o cristão a compartilhar a verdade (Jo 8:32).

É impossível às mentes finitas compreender o caráter e as obras do Infinito em toda a sua plenitude. Ao mais esclarecido, ao mais altamente educado, esse santo Ser permanece sempre envolto em mistério. "Porventura, alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso? Como as alturas dos céus é a Sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o inferno; que poderás tu saber?"³ (Jó 11:7, 8).


Lições Adultos - O conhecimento da verdade

1. Leia Provérbios 22:17, 18. O que é dito sobre a maneira pela qual a verdade deve impactar nossa vida?

O primeiro dever do estudante é ouvir e prestar atenção: “Inclina o ouvido, e ouve” (Pv 22:17). Em outras palavras: “Concentre-se!” A ideia fundamental é que aquele que busca a verdade precisa ser fervoroso, deve desejar aprender o que é certo e então praticá-lo.

Mas não é suficiente que o estudante ouça, ou mesmo que compreenda o que está sendo ensinado. Algumas pessoas que têm muitos fatos bíblicos na mente não têm nenhum conhecimento nem experiência real com a verdade em si (Jo 14:6).

Em vez disso, a verdade deve atingir o âmago do ser humano. A frase hebraica em Provérbios 22:18, “no teu coração”, se refere ao “estômago”. A lição não deve ficar apenas na superfície; ela precisa ser digerida, assimilada, e se tornar parte do íntimo do nosso ser.
Depois que a mensagem penetrar profundamente em nós e se enraizar em nosso interior, aflorará então aos nossos lábios, e poderemos dar um testemunho poderoso.

2. Leia Provérbios 22:19-21. O que uma experiência com a verdade deve fazer por nós?

A. Fé (v. 19). O primeiro objetivo do ensino da sabedoria não é a sabedoria em si. A finalidade do livro de Provérbios não é fazer discípulos mais inteligentes e hábeis. O objetivo do mestre é fortalecer a confiança do discípulo no Senhor.

B. Convicção (v. 21). Os estudantes devem saber por que essas “palavras da verdade” são certas; devem saber por que acreditam nas coisas que acreditam. Fé, por definição, é crença naquilo que não compreendemos plenamente. Contudo, ainda assim precisamos ter boas razões para essa fé.

C. Responsabilidade (v. 21). O último passo da educação é compartilhar as “palavras da verdade” que recebemos. Isso é uma parte central de todo o nosso chamado como um povo.

Pense em todas as razões lógicas que temos para a fé adventista do sétimo dia. Quais são essas razões? Por que nunca devemos hesitar em conservá-las sempre diante de nós e em compartilhá-las?

Oração que prevalece: Vamos orar hoje pela vitória sobre as tentações e o pecado. 

Lições Jovens - Verdades ou mentiras?

Em um lugar distante, cheio de prédios magnificentes, iniciou-se uma disputa entre dois grupos que estavam construindo dois palácios extraordinários. Um dos palácios estava sendo construído com tijolos da verdade e o outro com tijolos da mentira. Quando as construções estavam concluídas, os habitantes da cidade ficaram impressionados com a majestade e o esplendor dos castelos. Mas, então, algo estranho começou a acontecer. O castelo feito com tijolos da mentira começou a se deformar e balançar. O teto caiu. As paredes desmoronaram e depois se desintegraram em pó. Cada um dos tijolos da mentira mudou sua forma e se deteriorou até que não sobrou nem mesmo a fundação. No entanto, o castelo construído com tijolos da verdade permaneceu inabalável.

Essa fábula retrata o que está acontecendo hoje na sociedade. Mentiras são contadas a todo instante. Em vez de falarem a verdade, muitas pessoas dizem ou fazem qualquer coisa que as beneficie ou lhes dê certas vantagens. Sim, às vezes a verdade pode ser dolorosa. No entanto, a mentira esconde uma natureza horrível. Mesmo as mentiras que parecem inofensivas podem causar mais dano do que podemos imaginar. Elas revelam sua natureza enganosa, tal como os tijolos que formavam o castelo da mentira. Pode ser que consigam driblar um exame minucioso por um tempo, porém, mais cedo ou mais tarde, serão desmascaradas sob a pressão da verdade.

O desejo de Deus para nós é que vivamos uma vida santificada – uma vida sem mentiras, uma vida de virtude e verdade. Seja autêntico no que você diz ou faz, pois isso é parte importante no processo de santificação. Mostra o relacionamento que você tem com o Pai celestial. Revela que, quando você passa tempo com Ele, começa a refletir Seu caráter (2Co 3:18). Seja verdadeiro em sua vida diária. Conte com a autenticidade da Bíblia para guiar tudo o que você diz e faz.

Se você conhece a verdade exatamente como ela é em Jesus (Jo 8:31, 32), então seus princípios (Mt 5:37; Pv 15:29) são consistentes com essa verdade. É a única maneira de estar livre do castelo de mentiras.

Nesta semana, estudaremos como a verdade influencia nossa vida e nossos relacionamentos com outras pessoas.

Mãos à Bíblia

1. O que é dito sobre a maneira pela qual a verdade deve impactar nossa vida? Pv 22:17, 18 

A verdade deve atingir o âmago do ser humano. A frase hebraica em Provérbios 22:18, “no teu coração”, se refere ao “estômago”. A lição não deve ficar apenas na superfície; ela precisa ser digerida, assimilada, e se tornar parte do íntimo do nosso ser.

2. O que uma experiência com a verdade deve fazer por nós? Pv 22:19-21

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Lição Adultos - Esperar pelo Senhor

4. Leia Provérbios 20:17 e 21:5. Que lição prática podemos encontrar nessas passagens?

O ladrão que rouba pão o obtém mais rapidamente do que alguém que precisa trabalhar para adquiri-lo. O vendedor que mente para vender mercadorias de má qualidade pode se tornar rico mais depressa do que o comerciante honesto (compare Provérbios 21:5 com o versículo seguinte). Contudo, diz o provérbio, o futuro transformará a suavidade em “pedrinhas de areia”, e a riqueza adquirida com rapidez se transformará em pobreza. A passagem dá vários exemplos para ilustrar a veracidade dessa afirmação:

1. A herança (Pv 20:21). A menção de uma herança obtida com demasiada rapidez (dando a entender que os pais ainda estão vivos) vem após a condenação daquele que amaldiçoa seus pais (Pv 20:20). A associação desses dois provérbios é significativa. É como se o filho (ou a filha) amaldiçoasse os pais e também quisesse vê-los mortos. Talvez tivesse até planejado a morte dos pais para obter a herança. O futuro desse comportamento é trágico: a lâmpada da qual ele atualmente desfruta a luz se tornará em “densas trevas” (v. 20) e a maldição que ele pronunciou contra os pais se voltará contra ele, pois “o seu fim não será bendito” (v. 21, ARC).

2. A vingança (Pv 20:22). Dessa vez o provérbio se destina à vítima que pode ser tentada a buscar a vingança pelo mal que foi cometido contra ela. O conselho é, simplesmente: “Espera pelo Senhor.” Somente então você obterá livramento, o que implica que se você buscar a vingança, estará correndo sério risco. Provérbios 25:21, 22 enfatiza a mesma instrução, usando a metáfora de amontoar brasas vivas na cabeça do inimigo, um ritual egípcio que expressa arrependimento e conversão. Se você se abstiver da vingança, como é prometido em Provérbios 20:22, você será salvo pelo Senhor e, nesse processo (como acrescenta Provérbios 25:21, 22), você salvará seu inimigo, vencendo assim o mal com o bem (Rm 12:21).

Como você pode aprender a imitar o caráter de Cristo no aspecto de vencer o mal com o bem? Por que isso é tão contrário à nossa natureza? Por que a morte para o eu é a única maneira de alcançar esse fim?

Se você nunca jejuou, terá uma grande oportunidade no próximo dia 28! Ore por isso!

Lição de Jovens - Fazer o bem em um mundo caído

A proliferação do pecado (Pv 20:9). Após a queda de Adão e Eva, o pecado começou a se espalhar pelo mundo. Hoje, testemunhamos as consequências do pecado ao nosso redor e em nossa vida. “Quem poderá dizer: ‘Purifiquei o coração; estou livre do meu pecado?’” (Pv 20:9).

Nenhum de nós pode dizer que jamais pecou. Nenhum de nós pode dizer que é melhor ou mais importante que outro, porque todos somos pecadores.

A bondade é de Deus (Pv 20:6). Apesar de pecadores, seria errado dizer que não há absolutamente ninguém que faça o bem. Muitas pessoas não cristãs se sentem felizes em ajudar aqueles que estão em necessidade, encorajar alguém, ser justos e honestos em seus negócios, e ensinar o próximo a viver melhor.

No entanto, isso não significa que não dependemos de Deus para realizar boas obras. Mas como poderemos identificar o fiel e o infiel, se ambos estão envolvidos em fazer o bem? O povo fiel de Deus admite que a bondade que pratica é motivada por seu amor por Ele e é um resultado da presença do Espírito Santo neles. Isso nos confere vantagem sobre os infiéis porque temos a oportunidade de mostrar a todos a bondade que transcende a sabedoria mundana. Jesus disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos” (Mc 9:35). A sabedoria celestial é loucura para o mundo. Mas para o povo de Deus, é um passo importante no caminho da vida eterna.
Dois tipos de sabedoria (Pv 20:17; 21:6). Nas difíceis situações da vida, temos que escolher entre a sabedoria do mundo e a celestial (Pv 9:1-5, 13, 17). A sabedoria mundana frequentemente sugerirá que precisamos comprometer nossos princípios para que sejamos bem-sucedidos. Entretanto, isso é uma armadilha. Comprometimentos como esses podem acontecer na escola, em casa, no trabalho e na sociedade em geral, e eles certamente conduzem a perdas maiores.

Às vezes, a sabedoria do mundo parece ser a única solução possível e razoável para determinada situação. Mas a sabedoria celestial nos ensina que isso é um engano.

“A fortuna obtida com língua mentirosa é ilusão fugidia [que não tem duração] e armadilha mortal” (Pv 21:6). Algumas vezes, por um tempo, podemos nos divertir com um pecado e achar que ele não nos trará consequências ruins. Não nos esqueçamos de que, por um curto período, Adão e Eva usufruíram o doce sabor do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Porém, logo depois, essa doçura se transformou em amargo arrependimento. Provérbios 20:17 a descreve desta maneira: “Saborosa é a comida que se obtém com mentiras, mas depois dá areia na boca.” Mastigar areia certamente destruiria nossos dentes. E que terríveis seriam o gosto e a sensação! De idêntica maneira, o pecado pode destruir nossa vida e resultar em consequências horríveis. O pecado compromete nosso relacionamento com Cristo embora, às vezes, possa parecer sábio.

O que a sabedoria celestial diz? (Pv 19:17; 22:2, 6; Mt 25:31-46). A sabedoria celestial nos convida a ser justos e promover o bem-estar das pessoas menos afortunadas do que nós. Em Mateus 25:31-46, Jesus discorre sobre a diferença que há entre justos e ímpios em suas ações. Por que é tão importante alimentar o faminto e vestir o pobre? Porque nós não fomos criados para servir somente a nós mesmos, mas, sim, para servir de bênção àqueles que nos rodeiam.

Infelizmente, a maioria das pessoas no mundo vive e trabalha somente em prol do benefício e ganho próprios. Isso pode ser uma tentação também para os seguidores de Cristo. Todos nós, especialmente os jovens, somos pressionados de vez em quando a negligenciar a sabedoria divina e comprometer os princípios cristãos. Contudo, não se esqueça de que tais comprometimentos jamais compensarão. A sabedoria celestial nos orienta a viver com propósito e honestidade e ser uma bênção aos outros. Quando vivemos assim, desfrutamos a verdadeira felicidade!

A mesma sabedoria que encontramos em Provérbios também notamos em Jesus. Ele diz: “O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos Meus menores irmãos, a Mim o fizeram’” (Mt 25:40). Não podemos antecipar Seu retorno se não ajudamos outros a aprender dEle. Não podemos mudar o fato de que vivemos em um mundo caído. Mas a sabedoria de Jesus está nos convidando, nos instruindo a fazer o bem, independentemente do que os outros pensem ou digam.

Como aqueles que conhecem pessoalmente a Fonte da bondade verdadeira, temos o nobre dever de ajudar outros a aceitar o caminho de Deus. Fazemos isso por palavras, exemplo e pelas boas ações que o Espírito Santo nos inspira a praticar.

Pense nisto

- Quantas vezes você teve a oportunidade de fazer algo bom, mas não fez? O que o dissuadiu? O que fazer para que, da próxima vez, você o faça alegremente?

- Como demonstrar a bondade de Deus de uma forma prática e constante?

Comentários Lição 8 - Esperar pelo Senhor

“Riqueza adquirida por meio de fraudes poderá parecer doce, porque a mente carnal se compraz no êxito, entretanto será amarga ao se refletir sobre ela.”8 Toda pessoa diligente, emprega tanto a previsão quanto o trabalho. Os planos de alguém empreendedor podem criar prosperidade devido ao esforço realizado, enquanto os planos daquele que trabalha apressada e descuidadamente podem fracassar, ainda que venham a ser bons.

Herança. Na antiguidade, um filho poderia ser executado caso transgredisse a lei, “amaldiçoando aos seus pais (Êx 21:17; Lv 20:9). Nesses casos extremos, a pena capital era aplicada. Entretanto, havia vários graus de maldição e rebeldia filial.”9 O mais triste é que um bom lar poderia produzir um preguiçoso, um libertino, ou até mesmo um amaldiçoador dos pais. Na parábola do filho pródigo, (Lc 15:11, 12), “o pedido desse filho foi, no mínimo, desrespeitoso. Especialmente na cultura oriental o pedido do filho equivalia a um ‘desejo de morte’, porque só depois da morte do pai, ele poderia receber sua herança. O pedido partiu o coração do pai, porque a única preocupação desse filho era com a propriedade.”10 Um filho cai em maldição quando falta com o devido respeito aos pais: “A posse antecipada de uma herança no fim não será abençoada” (Pv 20:21). Há um paralelo muito interessante em Provérbios 13:9: “A lâmpada dos perversos se apagará.”

Vingança: Pedro disse: “Ele [Jesus], quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga retamente” (1Pe 2:23). Com base nesse modelo, todo cristão deve resistir a qualquer impulso de vingança, pois o Senhor mesmo já declarou que toda vingança pertence a Ele (Hb 10:30). Assim, o Senhor deixa manifesto que Ele protege os que depositam sua confiança nEle, e transformará em bênçãos todos os ataques dos inimigos. Fazendo isso, o justo, “amontoará brasas vivas sobre a cabeça do inimigo”. Fazendo o bem a ele, possibilitará uma boa amizade e o tornará servo do Senhor (Rm 8:28; Pv 25:22).

Lição 8 - O teste da vida - Adultos

“As suas obras os acompanham”, diz Apocalipse 14:13 com respeito à recompensa dos justos. Somente o futuro testificará do verdadeiro valor de cada pessoa. Indivíduos podem se vangloriar hoje de sua riqueza, de seu conhecimento, de suas proezas físicas, e talvez tudo isso seja verdade. Mas, o que essas coisas significam aos olhos de Deus? Muitas vezes fica demonstrado que as características, as consecuções e as realizações que os seres humanos exaltam como importantes ou admiráveis são, na verdade, refugo inútil. Basta você olhar para alguns dos personagens muitas vezes desprezíveis da indústria do entretenimento, que são idolatrados pelos fãs. Aquilo que idolatramos apresenta um poderoso testemunho de quão caídos estamos.

3. Leia Provérbios 20:6 (veja também Jeremias 9:23, 24; Marcos 9:35). O que essas passagens estão nos dizendo sobre o que tem real valor para Deus?

Não é um ato isolado e sensacional de amor ou sacrifício que demonstra a alta qualidade de nossos relacionamentos, mas a longa série regular de pequenos atos que realizamos dia a dia, pacientemente e sem falta. A refeição diária servida para seu cônjuge, a constante atenção a um pai ou mãe doente, o esforço contínuo no seu trabalho; todos esses atos humildes, ao longo da vida, são evidências de que sua fé é autêntica. A fidelidade perseverante é mais valiosa do que atos de amor intensos, mas raros.

Esse princípio vale também para nosso relacionamento com Deus. É mais difícil e mais valioso viver para Deus do que morrer por Ele: se não por nenhuma outra razão, ao menos pelo fato de que viver requer mais tempo do que morrer. É maior o santo que vive por Deus do que o mártir que morre por Ele. Qualquer um pode afirmar que crê em Deus e que O serve; a pergunta é: Até quando isso vai durar? Como Jesus disse: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13).

Por meio da paciência, da bondade e da disposição para suprir as necessidades dos outros, você pode revelar a alguém um pouco do caráter de Cristo? Você está disposto a fazer isso, não importa qual o custo para si mesmo?

Comece por você! Faça planos de orar todos os dias por um propósito espiritual!

Lição 8 - Educando as crianças - Jovens

Quando Salomão se tornou rei de Israel, ele pediu a Deus: “Dá-me sabedoria e conhecimento, para que eu possa liderar esta nação, pois, quem pode governar este Teu grande povo?” (2Cr 1:10). Deus escutou sua oração e lhe deu conhecimento e um coração sábio para discernir. Portanto, quando estudamos Provérbios, nós estamos, na verdade, estudando a sabedoria de Deus.

Provérbios é um livro que tem um propósito específico. Contém uma multidão de dicas sábias e inspiradas que nos auxiliam a desenvolver sabedoria. É um livro precioso que nos ajuda a ser mais sensíveis para com o próximo e a ficar mais perto de Deus.

Frequentemente, encontramos adolescentes e jovens rebeldes, porque os pais lhes permitiram fazer tudo o que desejavam, sem regras e disciplinas. No entanto, Provérbios 22:6 aconselha a ensinar a criança segundo os objetivos que você tem para ela e nos preceitos do Senhor, e mesmo com o passar dos anos ela não se desviará deles. Nos tempos bíblicos, o povo de Deus ensinava a seus filhos, tanto no lar quanto na sinagoga, os magníficos princípios imutáveis da lei de Deus.

Se você deseja educar diligentemente seus filhos, não deixe isso para eles, para os professores deles nem para outro parente. Não existe ninguém melhor para orientar uma criança do que os próprios pais. O apóstolo Paulo instruiu os filhos para que “obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe, este é o primeiro mandamento com promessa: para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a Terra” (Ef 6:1-3).

Quando criança, Jesus ajudou José na oficina de carpintaria. As crianças podem ser de grande ajuda nas tarefas de casa se elas aprendem a executar tarefas apropriadas para sua idade. Assim, elas aprenderão a confiar em si mesmas e a ser confiáveis. No entanto, os pais precisam ser exemplo por meio das palavras que usam e das coisas que fazem. O livro de Provérbios é um tesouro de conselhos e conhecimentos que devemos relembrar cada dia. Nele, podemos buscar a sabedoria de Deus para conduzir nossas crianças pelo caminho certo. 

Pense nisto

- Que conselho você pode encontrar em Provérbios nesta semana que o ajudará em seu caminho?

- Em quais situações específicas de sua vida você pode aplicar esses provérbios?

- Se você está estudando para ensinar crianças pequenas ou está esperando o primeiro filho, como o livro de Provérbios pode ajudar você a ser melhor professor(a) e/ou pai (mãe)?

Comentários Lição 8 - O teste da vida

Pelo fato de muitos proclamarem a própria bondade, Salomão enumerou muitas características das pessoas bondosas, pacientes e dispostas a suprir as necessidades dos outros. Contudo, precisamos tomar cuidado para que essas obras não sejam apenas exteriores, mas que sejam alicerçadas na Palavra que transforma a vida. Jesus disse: “Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos Céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-Me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em Teu nome, e em Teu nome não expelimos demônios, e em Teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7:21-23). Iniquidade é a tradução de anomia, palavra grega que significa contra a lei. Jesus descreveu pessoas que realizam grandes obras, mas não guardam os mandamentos de Deus. “Precisamos fazer estas coisas sem omitir aquelas” (Mt 23:23).

O verdadeiro cristão realiza boas obras não para ter méritos próprios, mas porque ama a Deus e sua gratidão transborda em atos de amor pelo semelhante. Sua vida é um bálsamo para o sedento. O temor do Senhor, a sabedoria, verdade e integridade dos justos são mais aceitáveis ao Senhor do que sacrifícios. As obras bondosas são consequências (Pv 9:10; 20:7; 21:3). O justo realiza boas obras não para ser salvo, mas porque já encontrou a salvação.

“Em cada ação está a demonstração da ‘hesed’, palavra hebraica que significa ‘bondade’, ‘amabilidade’, [...], evidenciando de que lado do grande conflito o justo escolheu ‘fincar’ sua bandeira.”7 Isso serve para mostrar que nos mínimos detalhes as obras testificam quem é o Senhor e comandante da vida.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Lição 7 Adultos - Dois lados de uma história

8. Leia Provérbios 18:2. Por que os insensatos não precisam de tempo para formar suas opiniões?

Os insensatos são tão seguros de si e tão ávidos para expressar suas próprias opiniões que não estão interessados em aprender com outros. Sua mente fechada combina com sua boca aberta, e esta é uma combinação mortal. Quanto cuidado precisamos ter para não fazer a mesma coisa, especialmente num assunto sobre o qual estamos convencidos de que estamos certos!

Afinal de contas, todos nós, em algum momento, já tivemos opiniões fortes sobre um assunto e depois descobrimos que estávamos errados! Isso não significa que devamos ser indecisos em nossos pontos de vista; significa apenas que precisamos de um pouco de humildade, pois nenhum de nós tem todas as respostas certas, e mesmo quando nossas respostas estão certas, a verdade é muitas vezes mais profunda e multifacetada do que podemos apreciar ou compreender.

9. Leia Provérbios 18:17. Que ideia importante é apresentada?

Só Deus não precisa de uma segunda opinião, exatamente porque, devido à Sua natureza, Ele já a possui, uma vez que Seus olhos estão em todo lugar (Pv 15:3). Deus tem a capacidade de ver todos os lados de qualquer assunto. Nós, em contraste, geralmente temos uma visão bem estreita de tudo; uma visão que tende a ficar ainda mais estreita quando ficamos obcecados num ponto de vista, especialmente em assuntos que julgamos ser importantes.

Como já deveríamos saber, contudo, sempre há dois ou mais lados em toda história e, quanto mais informações tivermos, melhor poderemos formar um conceito correto sobre determinado assunto.

Pense numa ocasião em que você estava absolutamente convencido de alguma coisa, talvez um ponto de vista que tivesse defendido a vida toda, e depois descobriu que estivera errado todo esse tempo. O que isso devia lhe dizer sobre sua necessidade de estar aberto à possibilidade de que você pode estar errado com respeito a coisas nas quais acredita fervorosamente agora? 

Lição 7 Jovens - Tranquilidade ou contendas?

Conflitos não eram estranhos a Salomão. Davi, seu pai, foi homem de guerra. Salomão viu os efeitos desses conflitos dentro de sua família. O irmão de Salomão, Amnom, estuprou Tamar (sua meia-irmã). Absalão assassinou Amnom e depois cometeu traição contra seu pai e também foi assassinado. Salomão assistiu ao redemoinho da falta de controle de sua família, grandemente devido ao exemplo disfuncional de luxúria e assassinato por parte de seu pai.

Analisar o livro de Provérbios, focalizando conflitos, é interessante à luz do histórico dessa família. Já no fim de sua vida, Davi instruiu Salomão a evitar os erros que ele havia cometido.1 Salomão pareceu levar a sério essas mensagens, pois grande parte de seu livro (Provérbios) está repleta de conselhos sábios para se evitar contendas e conflitos. A palavra “conflito” aparece 14 vezes em Provérbios na Versão King James.2 A ideia de evitar conflitos é ainda mais predominante. Em Provérbios 17:1, Salomão explorou o ideal de um lar pacífico versus o de um lar em conflito. Ele observou que seria melhor ser pobre e ter paz do que ser rico e ter conflitos.

Durante sua vida, Salomão experimentou riqueza indescritível. Ele também compreendeu que valeria a pena desistir de toda essa riqueza para ter paz e tranquilidade. Entretanto, nunca precisou fazer esse sacrifício. Além de ser rico, ele também foi capaz de evitar muitos dos conflitos experimentados por seu pai.

Nos Provérbios, Salomão apresentou uma série de conselhos para se evitar conflitos. De maneira mais ampla, seria como escolher entre a maneira sábia e a tola de se viver. “A palavra hebraica traduzida por ‘provérbios’ vem da raiz mashal, e significa ‘ser como’, ‘comparar’.”3 Salomão faz uma comparação das duas maneiras completamente opostas de viver: tranquilidade ou conflito.

Pense nisto

- Do que você abriria mão para ter tranquilidade em sua vida?

- Como lidar com alguém que parece estar sempre procurando conflitos?


Mãos à Bíblia

6. Leia Provérbios 18:2. Por que os insensatos não precisam de tempo para formar suas opiniões?

7. Que ideia importante é apresentada em Provérbios 18:17?

Só Deus não precisa de uma segunda opinião, exatamente porque, devido à Sua natureza, Ele já a possui, uma vez que Seus olhos estão em todo lugar (Pv 15:3). Deus tem a capacidade de ver todos os lados de qualquer assunto. Nós, em contraste, geralmente temos uma visão bem estreita de tudo. Mas sempre há dois ou mais lados em toda história e, quanto mais informações tivermos, melhor poderemos formar um conceito correto sobre determinado assunto.

Comentários Lição 7 – Dois lados de uma história

O insensato não é discípulo de Cristo e não usa as declarações de sabedoria que promovem e interpretam a lei de Deus. O insensato não segue as regras da escola da sabedoria, e como um louco não tem prazer no discernimento. Apresenta as próprias compreensões, o próprio conjunto de prazeres (mentais e físicos), os quais compõem sua vida, e não a lei. Parte de seu prazer é exibir sua ignorância. É um insensato quem gosta de dar espetáculos, sendo que da sua boca procede a insensatez (Pv 15:2). Caso ele se calasse, os outros o confundiriam com um sábio (comparar com Pv 17:28). Esse tipo de pessoa se interessa apenas pelo tipo de sabedoria que promove os próprios desejos, ou, se tem algo digno para dizer, o faz somente com propósitos de exibição e ostentação, conforme Provérbios 26:1, 3-12.

Em qualquer tipo de argumentação, aquele que tem a primeira oportunidade de declarar seu caso está em vantagem. Entretanto, qualquer argumento precisa ser examinado em profundidade. As pessoas sempre apresentam argumentos da maneira que melhor serve os próprios interesses, ou aos interesses de seus grupos. Os modernos sistemas jurídicos proveem advogados de acusação e defesa, para garantir julgamentos mais justos. Nos tribunais antigos, os hebreus tentavam obter idêntico equilíbrio mediante emprego de testemunhas favoráveis e contrárias. Mas todos os sistemas são imperfeitos, pois, algumas vezes, um homem culpado sai livre, ao passo que um inocente é condenado. Erasmo de Roterdã insistia na livre investigação de todas as questões. Deve haver audição e investigação a fim de considerar outros pontos de vista, e não simplesmente para acumular mais evidências para aquilo que acreditamos ser a verdade.
Uma pessoa sensata escuta os que têm opinião contrária à sua para formular um melhor juízo sobre si mesmo e a causa a ser deliberada. Em um ambiente moderno e extremamente competitivo como o atual, muitos têm atuado como o insensato.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Lição 7 Adultos - Palavras, novamente

5. Leia Provérbios 18. Concentre-se no que essa passagem tem a dizer sobre as palavras. Que importantes conceitos são apresentados com respeito ao que dizemos ou ao que não dizemos?

Somos novamente confrontados com a realidade e o poder das palavras; nesse caso, vemos como os insensatos usam a boca para sua própria destruição. O verso 13 é especialmente esclarecedor. Quão fácil é falar antes de ouvir cuidadosamente e discernir o que nos foi dito! Quantas vezes poderíamos ter poupado a nós mesmos, e a outros, de dor e contenda desnecessárias se tão somente tivéssemos aprendido a refletir cuidadosamente no que acabamos de ouvir, antes de responder. Há ocasião em que o silêncio é verdadeiramente a melhor resposta.

6. Leia Provérbios 18:4. Por que as palavras do sábio são como águas profundas?

A figura das “águas profundas” é usada positivamente no livro de Provérbios para representar a sabedoria (Pv 20:5). Transmite a ideia de calma, mas também de profundidade e de riqueza. Os sábios não são superficiais. Eles tiram suas palavras das profundezas da reflexão pessoal e da experiência. Quem nunca se maravilhou com os profundos pensamentos e ideias daqueles que, obviamente, têm sabedoria e conhecimento?

7. Leia Provérbios 18:21. O que essa passagem significa?

Provérbios nos diz novamente o que já deveríamos saber: nossas palavras são poderosas e podem ser uma força para o bem ou para o mal, e mesmo para a vida e para a morte. Quão cuidadosos precisamos ser, portanto, com nossa maneira de usar esse poderoso instrumento!

Pense sobre uma ocasião em que as palavras de alguém magoaram você terrivelmente. O que isso deveria ter-lhe ensinado sobre quão poderosas são as palavras e quanto cuidado você precisa ter com o que diz?

Lição 7 Jovens - Canibalismo cristão

“Pensamos com horror nos canibais que se banqueteiam com a carne ainda quente e trêmula de sua vítima; mas serão os resultados desta mesma prática mais terríveis do que a agonia e ruína causadas pela difamação dos intuitos, pela mancha da reputação, pela dissecação do caráter? Aprendam as crianças, bem como os jovens, o que Deus diz a respeito dessas coisas: ‘A morte e a vida estão no poder da língua’ (Pv 18:21).

“O espírito da tagarelice e maledicência é um dos instrumentos especiais de Satanás, para semear a discórdia e a luta, para separar amigos e corroer a fé de muitos na veracidade de nossas crenças.”1

“Que quantidade de vã tagarelice seria evitada, se todos se lembrassem de que aqueles que lhes contam as faltas dos outros, com a mesma naturalidade publicarão as faltas dos seus interlocutores, caso tenham oportunidade! Devemos nos esforçar por pensar bem de todas as pessoas, especialmente de nossos irmãos, até que sejamos forçados a pensar de outro modo. Não devemos ter pressa em acreditar em relatórios maus. Eles são muitas vezes resultado de inveja ou mal-entendidos, ou podem proceder de exageros ou de uma exposição tendenciosa de fatos. O ciúme e a suspeita, caso se lhes dê atenção, se espalharão aos quatro ventos, como as sementes de uma praga. Se um irmão se desvia, é então ocasião de mostrar real interesse por ele. Vão falar com ele bondosamente, orem com ele e por ele, lembrando-se do preço infinito que Cristo pagou por sua redenção. Desse modo poderão salvar uma pessoa e cobrir uma ‘multidão de pecados’ (Tg 5:20).

“Um olhar, uma palavra e mesmo a inflexão da voz, podem ser a expressão da falsidade, cravando-se qual flecha farpada em algum coração, infringindo-lhe uma ferida incurável. Assim uma dúvida, uma difamação, pode ser lançada sobre uma pessoa por intermédio da qual Deus iria realizar uma boa obra, prejudicando-lhe a influência e destruindo-lhe a utilidade. Entre algumas espécies de animais, se um dentre eles é ferido e cai, é imediatamente atacado e rasgado em pedaços por seus companheiros. No mesmo espírito cruel condescendem homens e mulheres que tomam o nome de cristãos. Manifestam um zelo farisaico em apedrejar outros menos culpados que eles. Alguns apontam para as faltas e fracassos alheios a fim de distrair a atenção dos outros, ou para serem considerados muito zelosos em prol de Deus e da igreja.”2

1. Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 440, 441.

2. ___________, Conselhos Para a Igreja, p. 177, 178.

Mãos à Bíblia

5. Que conceitos importantes são apresentados com respeito ao que dizemos ou ao que não dizemos? Pv 18

Quantas vezes poderíamos ter poupado a nós mesmos, e a outros, de dor e contenda desnecessárias se tão somente tivéssemos aprendido a refletir cuidadosamente no que acabamos de ouvir, antes de responder. Há momentos em que o silêncio é a melhor resposta.

Comentários Lição 7 – Palavras, novamente

“Palavras, palavras, nada senão palavras”

“Ele é apenas um falador.” Declarações como essas depreciam a importância da fala. Porém, há alguma coisa no mundo mais potente para o bem ou para o mal do que as palavras? A fala é sinal de personalidade. A autoconsciência se manifesta somente na fala. O pensamento é expresso pelas palavras, as quais representam ideias. As ações são precedidas de pensamentos, assim como os relâmpagos antecedem os trovões.

As palavras ou a ausência delas podem exercer um papel especial na solução ou na origem de contendas, pois refletem o discernimento de alguém em relação às situações que as envolvem. Por meio das palavras, pessoas buscam inspiração para cada circunstância, líderes motivam liderados para a obtenção de resultados expressivos, governantes fundamentam seus projetos audaciosos, enfermos recebem auxílio psicológico para vencer as doenças, e muitos edificam relacionamentos sólidos.

A Nova Tradução na Linguagem de Hoje traduz Provérbios 18:13 da seguinte maneira: “Quem responde antes de ouvir mostra que é tolo e passa vergonha.”

Grande ênfase é dada ao ato de ouvir, pois dessa ação resultam respostas mediante palavras proferidas. Ouvir nesse contexto se relaciona à compreensão, ou seja, uma comunicação em que as partes se entendam e consigam ir na mesma direção. Mas, de forma egoísta, há pessoas que não estão interessadas em ouvir os outros, pois querem apenas que os outros ouçam suas  palavras de vaidade e insensatez. Seus discursos servem apenas para aumentar a confusão, e não trazem nenhuma iluminação nem discernimento sobre os assuntos analisados. Há aproximadamente cem provérbios que descrevem especificamente o uso próprio e impróprio da linguagem.
A ansiedade e o engano nos impedem de ouvir. Como consequência, ocorre a exposição da pessoa à vergonha, pois as palavras de alguém são fruto de seu pensamento. Contendas são geradas e os relacionamentos não demonstram o plano de Deus para a vida das pessoas. Sempre haverá uma “colheita” no uso apropriado ou inapropriado da fala. Pode haver uma colheita boa quando as palavras produzem o bem para aquele que fala, bem como para o ouvinte, ou, pode haver uma colheita amarga e venenosa. Nesse caso, tais palavras produzem o mal tanto para o que fala como para o ouvinte.

A língua pode ser usada tanto para abençoar quanto para amaldiçoar, pode dar vida e pode matar, pode curar ou pode ferir. Falar demais envolve transgressão. Em Provérbios 10:19, o falar precipitado pode causar dano. O silêncio é elogiável, especialmente o silêncio de um homem insensato, que se torna temporariamente sábio por manter a boca fechada (Pv 17:28). Uma resposta branda pode aquietar águas agitadas (Pv 15:1).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Lição 7 Adultos - Seja justo!

O verdadeiro amor não é cego. O fato de “encobrirmos” o erro de alguém por meio do amor não significa que não vejamos o pecado e que não o reconheçamos como tal. O amor e a justiça andam juntos. A palavra hebraica para “justiça”, tsedeq, também significa “amor”, “caridade”. Não podemos ter verdadeira compaixão se não somos justos, e não podemos ser justos se não tivermos compaixão e amor. Os dois conceitos precisam estar juntos.

Por exemplo, o exercício da caridade para com os pobres não deve ocorrer às custas da justiça; daí a recomendação de que não se deve favorecer o pobre no tribunal (Êx 23:3). Se, por um lado, o amor nos obriga a ajudar os pobres, por outro lado seria injusto favorecê-los quando estão errados, só pelo fato de serem pobres. Portanto, a justiça e a verdade devem cooperar com o amor e a compaixão. Esse sábio equilíbrio, que caracteriza a Torah, a lei de Deus, é ensinado e promovido no livro de Provérbios.

3. Leia Provérbios 17:10; 19:25. O que essas passagens dizem sobre a necessidade de repreensão e confrontação?

Não é por acaso que Provérbios 17:10 vem logo depois da ordem para encobrir o erro por meio do amor (Pv 17:9). A menção da “repreensão” em conexão com o “amor” coloca o amor na perspectiva correta. O texto subentende uma forte censura.

4. Leia João 8:1-11. Como Jesus lidou com o pecado aberto?

“Em Seu ato de perdoar essa mulher e animá-la a viver vida melhor, resplandece na beleza da perfeita justiça o caráter de Jesus. Conquanto não tivesse usado de paliativos com o pecado, nem diminuído o sentimento da culpa, procurou não condenar, mas salvar. O mundo não tinha senão desprezo e zombaria para essa transviada mulher; mas Jesus proferiu palavras de conforto e esperança. O Inocente Se compadeceu da fraqueza da pecadora, e estendeu-lhe a mão pronta a ajudar. Enquanto os fariseus hipócritas denunciaram, Jesus lhe recomendou: ‘Vai-te, e não peques mais’” (Jo 8:11, ARC; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 462). 

Lição 7 Jovens - Mantendo a unidade

No Antigo e Novo Testamentos, Deus Se refere ao Seu povo como Seus filhos. Essa paternidade comum nos torna irmãos e irmãs em Cristo. Tais laços de família são tipicamente fortes. Esse tema é ampliado quando Paulo descreve a comunidade cristã como o corpo de Cristo (1Co 12:12-27). Isso implica um relacionamento mais próximo e estreito.

Intrigas têm o potencial de ser bem prejudiciais para a unidade do corpo da igreja (Pv 17:1; 18:6-8). Manter a perspectiva correta é essencial quando existe conflito. Paulo explicou: “Nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6:12). As pessoas de quem discordamos não são nossas inimigas. Qualquer conflito que tenhamos com outro irmão ou irmã em Cristo é apenas uma armadilha do inimigo tentando romper a unidade e o amor entre os filhos de Deus.

Curiosamente, a palavra “desavença” é encontrada pela primeira vez na Bíblia em Gênesis 13:7, 8 em que Abrão pediu a Ló: “Não haja desavença entre mim e você, ou entre seus pastores e os meus; afinal somos irmãos!” (Gn 13:8).

Como lidamos com os assuntos para evitar discórdias entre nós? Provérbios provê sabedoria sobre isso ao contrastar as naturezas do homem sábio e do tolo, a pessoa que possui e a que não possuí compreensão. Provérbios destaca várias características importantes que podem ajudar a evitar o conflito. Essas características são atribuídas ao homem sábio.

Escute pacientemente (Pv 18:13). Se formos pacientes e dispostos a ouvir, a força da contenda diminuirá. Provérbios diz que a paciência ou a habilidade de alguém para “ignorar as ofensas”, vem da sabedoria (Pv 19:11). No entanto, o tolo rapidamente se altera (Pv 12:16). A paciência nos ajuda a responder sabiamente em vez de emocionalmente.

Antes de responder, é preciso escutar com paciência. Escutar é sempre bom, mas é especialmente importante no meio de um conflito. Provérbios 18:13 diz: “Quem responde antes de ouvir comete insensatez e passa vergonha.” Quando alguém nos traz um problema, muitos de nós queremos “comprar a briga” e resolver ou nos defender; na maioria das vezes, antes de ter escutado e compreendido completamente o outro lado. Provérbios menciona que é insensatez e vergonha dar uma resposta, censurar ou sugerir sem ter escutado totalmente a outra pessoa.

Aprenda com humildade (Pv 17:10; 19:25). Outra característica útil mencionada em Provérbios é o desejo de aprender e crescer. Na maioria das situações complicadas, alguém está em falta ou precisa de correção. Não somos sempre perfeitos. É preciso discernir com cautela para saber quando uma censura é necessária. Precisamos também ser humildes o suficiente para receber a censura, se estiver correta. Nenhuma dessas duas coisas precisa ser negativa. Provérbios explica como a censura pode ser positiva para a pessoa que tem discernimento. Se enxergarmos a reprovação como uma oportunidade para aprender e crescer, então será ainda melhor. Além disso, a censura terá melhor chance de ser positiva se for dada e recebida com amor e graça.

Ame graciosamente (Pv 17:9, 19:11). O efeito de um desentendimento é grandemente determinado pelo espírito da discórdia. Se o desentendimento é cheio de raiva e condenação, então o relacionamento pode ser prejudicado. Contudo, se a discórdia é permeada com amor e graça, então o relacionamento poderá ficar até mais próximo após o problema ser resolvido.

A vontade de perdoar percorre um longo caminho na cura de qualquer ofensa. Provérbios 19:11 diz que nossa glória é ignorar as ofensas. A palavra para “ignorar” significa passar por alto ou deixar de lado. Se você pode olhar para a ofensa no passado e perdoar, então qualquer inimizade é diminuída e o relacionamento é fortalecido.

O amor e o perdão estão solidamente unidos. Se você quiser promover o amor, ele irá “[cobrir] todos os pecados” (Pv 10:12) contra você com perdão. Ao fazer isso, é como se você estivesse cobrindo com um enorme pano preto a transgressão. Assim você não mais a vê nem deixa que ela afete seu relacionamento.

O caráter de Deus (Sl 32:1; 66:19, 20; Pv 3:11, 12; Mq 7:18). Deus é nosso maior exemplo de como manter relacionamentos saudáveis e pacíficos. Em Seu trato para conosco, Ele exemplifica todo conselho mencionado em Provérbios.

Deus escuta. Quando oramos, temos a garantia de que Ele está ouvindo nossas orações (Sl 66:19, 20).

Deus provê correção quando precisamos. Provérbios 3:12 diz que o Senhor corrige aqueles a quem Ele ama, do mesmo modo como um pai amoroso corrige seu filho.

Deus é cheio de amor e perdão. Não importa quão longe tenhamos nos desviado, Ele está sempre nos chamando de volta (Mq 7:18).
Cristo morreu para cobrir nossos pecados. O perdão final ocorre quando nossos pecados são completamente cobertos com a justiça do Senhor Jesus (Sl 32:1). Quando permitirmos que Deus entre em nossa vida mais e mais a cada dia, Ele nos fará mais semelhantes a Ele – lidando sabiamente com nossos irmãos e irmãs.

Pense nisto

- O que podemos aprender sobre a vida de Cristo na Terra? Ele manteve a unidade com todos?

- Que passos você pode tomar para resolver um conflito de longo tempo que teve com alguém?

Comentários Lição 7 – Seja justo

A palavra hebraica “tsedeq” é traduzida como “justiça”, “direito”, “honra” e “inocência”. Revela as características de conduta que deveriam existir entre os homens, incluindo um rei em relação aos súditos e um senhor em relação aos servos. Essa palavra exalta de forma acentuada determinados comportamentos humanos e divinos, e também representa o poder que um homem honrado adquire por suas ações e que pode ser expresso, inclusive, na qualidade do que é oferecido por ele (produtos, relacionamentos, entre outros). Koch menciona que a preocupação do autor do livro é apresentar a relação individual entre a boa ação e a salvação, e sua correspondência entre o pecado e a ruína.

Onde há a verdadeira justiça também há amor, com o intuito de promover reconciliação entre as pessoas. É nesse sentido que uma simples reprimenda tem maior efeito no prudente e sábio, pois consegue alcançar sua “mente e coração”, enquanto no insensato nem mesmo um castigo físico o faria reconhecer os erros e abandoná-los. É interessante perceber que em Deuteronômio 25:2, 3 são estipulados quarenta açoites ao infrator, e não mais que isso. Em Provérbios 17:10 utilizam-se cem açoites. Os eruditos entendem isso como uma hipérbole oriental (exagero), do contrário seria uma contradição ao preceito divino anterior.

Não deve ser esquecido que uma repreensão amável consegue produzir excelentes resultados nas pessoas de entendimento, e contribui na construção de relacionamentos sólidos e harmoniosos, acabando com as dificuldades que provocam contendas. Um exemplo muito especial de alguém repreendida com amor e que foi transformada, é o da mulher adúltera de João 8:1-11. Jesus poderia ter atirado a pedra, pois Ele não tinha pecado, mas estava mais preocupado com a reabilitação do pecador do que em ver a lei meticulosamente satisfeita. Aquele que sonda os corações viu que havia arrependimento no coração da mulher. Tudo o que era preciso era uma advertência para o futuro. Esse acontecimento apresenta algumas lições:

(1) Jesus, o Justo, mostra que apenas o homem livre de falta tem o direito de manifestar juízo sobre a falta de outros. A própria realidade da situação humana significa que Deus é o único que tem o direito de julgar, pela simples razão de que nenhum homem é suficientemente bom para julgar outro homem.

(2) Jesus, o Justo, sustenta que o primeiro sentimento para com o pecador deve ser a misericórdia. Devemos oferecer aos outros a mesma compaixão que gostaríamos que nos oferecessem se nos encontrássemos em uma situação similar.

(3) Jesus, o Justo, oferece perdão e reconciliação. Seguir Seu exemplo deve ser uma constante na vida dos Seus seguidores.