terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Lições Adultos - Ter inveja dos perversos

4. Qual é a advertência contida em Provérbios 23:17; 24:1, 2; e 24:19, 20?

Por que alguém invejaria os maus? Muito provavelmente não seria por causa dos pecados que eles possam estar cometendo, mas, de maneira geral, seria por causa dos ganhos imediatos (riqueza, sucesso, poder) que eles obtêm através de sua malignidade – é isso que as pessoas muitas vezes cobiçam para si mesmas.

Embora, é claro, nem toda pessoa que alcança sucesso ou riqueza seja má, algumas o são, e provavelmente seja a respeito desse tipo de pessoa que somos advertidos nesses versos. Vemos a “boa” vida deles e, de nossa perspectiva, especialmente se nós mesmos estivermos passando dificuldades, é fácil invejar o que eles têm.

Essa, porém, é uma visão estreita e míope das coisas. Afinal de contas, a tentação apresentada pelo pecado é o fato de que sua recompensa é imediata: desfrutamos a gratificação no presente. Uma perspectiva que enxerga além do presente pode nos proteger da tentação; isto é, precisamos olhar para além dos “ganhos” imediatos do pecado e pensar nas consequências de longo alcance.

Além disso, quem já não viu quão destrutivo é o pecado? Nunca escapamos das consequências dele. Podemos ser capazes de escondê-lo de outros de tal forma que ninguém, nem mesmo aqueles que estão mais próximos de nós, tenham sequer uma pista do que estamos fazendo (embora mais cedo ou mais tarde eles venham a saber); ou podemos ser capazes de iludir a nós mesmos pensando que nossos pecados não são tão maus assim. (Afinal de contas, veja quantas pessoas fazem coisas piores!) Porém, mais cedo ou mais tarde o pecado nos alcança.

Devemos odiar o pecado. Devemos odiá-lo por causa do que ele fez a nós, ao nosso mundo e ao nosso Senhor. Se desejamos ver o verdadeiro preço do pecado, olhemos para Jesus na cruz. Foi isso que o pecado custou. Só essa compreensão já deve ser suficiente para fazer-nos desejar evitar o pecado e nos manter afastados o máximo possível daqueles que nos levariam a praticá-lo.

Você já lutou contra sentimentos de inveja pelo sucesso de alguém? Qual é o melhor remédio para esse problema espiritualmente mortal? (Ver Ef 5:20.)

Oração diária: Nosso pedido hoje é por perseverança espiritual. Queremos orar todos os dias!

Lições Jovens - O coração do Pai

Quando refletimos sobre textos como os de Provérbios 22:22 e 23, perguntamos a nós mesmos: Que tipo de pessoa roubaria do pobre? Esses versos são um alerta do tipo “não faça” com os quais a maioria de nós concorda. Que consciência desceria tão baixo? Neste mundo cada vez mais envolvido no relativismo e na negação dos absolutos, descobrimos que a atitude de roubar do pobre ainda é inaceitável para muita gente. Aplaudimos aqueles que defendem o fraco e ajudam os menos favorecidos. Mas ficamos chocados quando escutamos sobre novas leis que oprimem o pobre e roubam dele as condições para ganhar a vida.

Então, o que Deus, nosso Pai, quer que façamos em favor dos pobres?

Levítico 19:9, 10 tem a resposta. Ela revela a natureza amorosa e cuidadosa do coração de nosso Pai. Ele não Se esquece dos pobres. Eles podiam recolher as sobras após a colheita e assim manter a dignidade, sem a necessidade de mendigar.

“O Senhor provê quanto às viúvas e aos órfãos, não por meio de um milagre, enviando-lhes maná do Céu, não mandando corvos a lhes trazer alimento; mas por um milagre no coração humano, expulsando o egoísmo, e descerrando as fontes do amor cristão. Os aflitos e desolados, Ele os confia a Seus seguidores como precioso depósito. Eles têm o mais forte direito às nossas simpatias.

“Nos lares providos dos confortos da vida, nas despensas e celeiros cheios do fruto das abundantes colheitas, em armazéns abastecidos com os produtos do tear, e nos subterrâneos em que se armazenam a prata e o ouro, Deus tem suprido os meios para a manutenção desses necessitados. Ele nos roga que sejamos condutos de Sua bênção.”1

“Ao colocar entre eles os inválidos e os pobres, de modo que dependam de seus cuidados, Cristo está provando Seus professos seguidores. Por meio do nosso amor e serviço a Seus necessitados filhos, provamos a genuinidade de nosso amor por Ele. Negligenciá-los é declarar-nos falsos discípulos, estranhos a Cristo e Seu amor.”2

“Lamentamos muitas vezes os escassos recursos disponíveis, mas, se os cristãos estivessem com inteiro fervor, poderiam multiplicar os recursos mil vezes. É o egoísmo e a condescendência com o próprio eu que entravam o caminho à nossa utilidade.”3

1. Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 202.

2. Ibid., p. 205.

3. Ibid., p. 206.

Pense nisto

- O que você acha da maneira estabelecida por Deus para ajudar os pobres?

- De que formas você pode se envolver nessa missão e demonstrar o amor divino?


Mãos à Bíblia

4. Qual é a advertência contida em Provérbios 23:17; 24:1, 2 e 24:19, 20?

Por que alguém invejaria os maus? Muito provavelmente não seria por causa dos pecados que eles possam estar cometendo, mas, de maneira geral, seria por causa dos ganhos imediatos (riqueza, sucesso, poder) que eles obtêm por meio de sua malignidade – é isso que as pessoas muitas vezes cobiçam para si mesmas. Mas precisamos olhar para além dos “ganhos” imediatos do pecado e pensar nas consequências de longo alcance. Além disso, quem já não viu quanto é destrutivo o pecado? Nunca escapamos das consequências dele.


Patience Liss | Indianápolis, Indiana, EUA 

Comentários - Ter inveja dos perversos

Algumas vezes os servos de Deus se sentem tentados a invejar os pecadores que prosperam e parecem viver felizes e sem preocupações (Sl 37:1; 73:3, 17; Pv 3:31; 24:1, 19). As ocupações habituais dos inescrupulosos parecem sedutoras e atrativas. Muitos erroneamente acreditam que o bom comportamento causa aborrecimento (Sl 1:1; Pv 4:14-19). Há pelo menos três perigos quando alguém se envolve com os ímpios: (1) Diminuição das elevadas resoluções de ordem moral pela ridicularização dos perversos e pelos atrativos de uma vida sem restrições; (2) Prejuízo na reputação pela companhia dos depravados; e (3) Cumplicidade nos planos dos ímpios para prejudicar os inocentes.

“Não tenhas inveja dos pecadores. E nem sequer permita que entre em sua mente um pensamento como: Oh! Se eu pudesse tirar de mim todos os freios! [...] Não inveje a prosperidade do ímpio; tenha a segurança de que nela não há verdadeira felicidade.” 6
Assim como não deveríamos nos regozijar pela queda de um inimigo, não devemos ter inveja deles (Pv 23:17) nem ficar irritados por causa de sua prosperidade (Sl 37:1, 8; 73:2, 3; Pv 24:1). Isso nos levaria à tristeza e ao desânimo, possivelmente a ponto de entrarmos pelo caminho dos ímpios a fim de desfrutar os prazeres de que eles aparentemente desfrutam. Tais sentimentos são podem levar à morte (Pv 24:20). Na parábola, o rico orgulhoso disse: “Direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12:19, 20).

Deus disse: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da Terra; porque Eu Sou Deus, e não há outro” (Is 45:22). Esse deve ser o foco do justo. Deus declarou: “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos” (Ag 2:8). Essa deve ser a segurança do cristão.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Comentários - Roubando os pobres

Há um decreto de morte para os que roubam os pobres e oprimem os aflitos em juízo. “Deus tirará a vida aos que os despojam” (Pv 22:23). Deus abomina o roubo, e mais ainda quando se rouba de um pobre. “O que rouba e oprime o pobre o faz com seu próprio risco. E se os homens não o reconhecerem por si mesmos, Deus o fará.”4

Esse conselho parece ser dirigido aos juízes que se sentavam "à porta" (Rt 4:1-11) a fim de admoestá-los para que não favorecessem os ricos nem oprimissem os pobres para obter proveito. Todavia essa verdade alcança os dias atuais onde a injustiça predomina e os desfavorecidos perecem pelas mãos de pecadores.

A Bíblia diz que Deus julgará a causa de todos os oprimidos. O Senhor pleiteará pelos aflitos e lhes fará justiça, algumas vezes por meios miraculosos (2Rs 4:1-7). Próximo está o tempo em que dirá: "Vai, pois, povo Meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do Seu lugar para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniquidade; e a Terra descobrirá o seu sangue e não encobrirá mais aqueles que foram mortos" (Is 26:20, 21). 
Homens que pretendem ser cristãos podem defraudar e oprimir os pobres; podem roubar os órfãos e viúvas; condescender com o ódio satânico por não poder dominar a consciência dos filhos de Deus. Porém, Deus trará tudo a juízo. "O juízo será sem misericórdia sobre aquele que não usou de misericórdia" (Tg 2:13). “Brevemente estarão perante o Juiz de toda a Terra, para prestar contas pelos sofrimentos físicos e morais infligidos à Sua herança”5


Lições Jovens - Moldado pela verdade

Como a verdade deve influenciar nossa vida (Pv 22:17-23). Os cristãos são chamados para uma missão mais elevada, e as palavras inspiradas de Salomão motivam a prestar atenção a esse chamado e torná-lo parte de nossa vida, de tal maneira que ele governe tudo o que dizemos e fazemos. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6). Ele é nosso modelo. É Ele a quem devemos imitar, não alguma estrela de filme ou astro da música. Nossa vida deve ser fundamentada na verdade ensinada por Jesus.

Satanás procura confundir tudo o que Jesus representa. Pouco a pouco, a mídia tenta nos afastar da verdade. Contudo, depositemos nossa confiança no Senhor (Pv 22:19).

Ele é a única verdade que pode desmascarar os falsos ensinamentos do inimigo.

Roubando do pobre (Pv 22:22, 23; 23:10). Desde que o pecado entrou no mundo, as pessoas têm maltratado, explorado e humilhado os menos favorecidos. Salomão teve tudo o que precisou e muito mais. No entanto, sua riqueza não deturpou seus valores. Ele foi o filho de Davi, um homem segundo o coração de Deus (1Sm 13:14). Para Salomão, era natural ordenar que não roubassem nem tirassem vantagem dos pobres.

Os noticiários mostram como os governos corruptos e as pessoas ricas frequentemente oprimem os pobres. No entanto, a Palavra de Deus nos pede, em Isaías 58:6, 7, que alimentemos os famintos, vistamos os pobres e soltemos-lhes as correntes da injustiça.

Tendo ciúme do ímpio (Pv 23:17; 24:1, 2, 19, 20). Você já sentiu ciúmes da prosperidade de uma pessoa ímpia? Certa vez, tive que refletir muito sobre isso. Minha conclusão? Sim. Eu invejava o ímpio. Por quê? Porque geralmente os ímpios têm o que eu gostaria de ter e não consigo. Eles fazem o que eu gostaria de fazer. Entretanto, Salomão nos adverte a não desejarmos o que o ímpio tem ou faz. 
Naturalmente, o pecado pode ser bastante atrativo. Eva se arriscou quando ouviu a serpente descrever o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal de maneira tão sedutora. “Três vezes se fez menção de quanto era encantador; apelou para seu gosto, para seu olho e para seu desejo por sabedoria mais elevada. Olhando para a árvore dessa maneira, com o desejo de experimentar seu fruto, foi uma concessão à persuasão de Satanás. Em sua mente, ela já era culpada por transgredir a ordem divina: ‘Não cobiçarás’ (Êx 20:17). O ato de tomar o fruto e comê-lo não era, senão, o resultado natural de entrar no caminho da transgressão.”1

Sendo fisgado pela boca (Gn 3:1-7; 9:20, 21; Pv 23:1-8, 29-35). A primeira tentação do inimigo para com a humanidade diz respeito ao que colocamos em nossa boca (Gn 3:1-7). Após Jesus ter jejuado no deserto por quarenta dias, Satanás O tentou, dizendo: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4:3). Tentações como essa apelam às nossas necessidades. Precisamos comer para sobreviver.

Algumas vezes, somos tentados a nos render ao apetite e acabamos cedendo em vez de reprimi-lo. Quando cedemos a tais tentações podemos destruir nossa “oportunidade para avançar no serviço”.2

Nossas responsabilidades (Pv 24:11, 12, 23-28; Ez 33:8). Deus nos confia diversas responsabilidades. Uma delas é confrontar o mau e seus caminhos perversos. Ezequiel 33:8 menciona que, se não admoestarmos as pessoas más e elas morrerem devido a seus pecados não perdoados, seremos responsáveis pela morte delas.

Salomão também nos adverte sobre o perigo de procrastinar (Pv 24:27). “Devemos realizar nosso trabalho na época apropriada. Se um fazendeiro constrói sua casa na primavera, ele perderá a estação de plantar e passará um ano sem comida. Se um negociante investe o dinheiro em uma casa enquanto seu comércio estiver em fase de crescimento, ele poderá perder os dois. É possível trabalhar duro e ainda perder tudo se não realizarmos as coisas a seu tempo ou se os recursos não forem adequados.”3

1. The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 230.

2. Ibid., v. 3, p. 1024.

3. Life Application Study Bible, (Tyndale House Publishers, Inc.: Wheaton, Ill, 1991), p. 1118.

Pense nisto

- Que coisas você tem procrastinado? Como evitar isso?

- Em vez de invejar o ímpio, por que não imitar o exemplo do Salvador?

Lições Adultos - Roubando os pobres

3. Leia Provérbios 22:22, 23; 23:10. A respeito do que somos advertidos? 

Embora sempre seja errado roubar, essa proibição diz respeito a roubar dos pobres e oprimidos, que são os mais vulneráveis. Eles são verdadeiramente indefesos, e portanto estão qualificados a ser objeto do interesse especial de Deus (Êx 22:21-27). Vem-nos à mente o caso de Davi, que matou Urias para roubar-lhe a esposa, e a parábola da cordeirinha contada por Natã (2Sm 12:1-4). Roubar do pobre não é apenas um ato criminoso: é pecado “contra o Senhor” (2Sm 12:13). Tirar de alguém que tem menos do que você é pior do que roubar: é também um ato de covardia. Será que esses ladrões acham que Deus não vê seus atos?

Na verdade, Provérbios 22:23 implica que mesmo que o ladrão escape da punição humana, Deus lhe dará a paga. A referência ao Goel, Redentor ou Vingador (Pv 23:11), pode até ser uma alusão à cena do juízo divino no fim dos tempos (Jó 19:25).

Portanto, essa advertência fala contra aqueles que estão interessados apenas nos “lucros” imediatos de seus atos, e não nos resultados de longo alcance. Eles obtêm suas posses e as aumentam à custa de outros e estão dispostos a enganar e a matar para conseguir esse propósito. Talvez desfrutem disso agora, mas pagarão o preço mais tarde. Esse raciocínio não deve apenas desencorajar o ladrão; deve também mostrar que nossos valores éticos estão intimamente ligados à soberania de Deus.

Na Inglaterra, alguns ateus colocaram o seguinte slogan em ônibus municipais: “Provavelmente, Deus não exista. Agora, pare de se preocupar e desfrute a vida.” Se Deus não existisse, então aqueles que roubam dos pobres e conseguem se safar agora, realmente não têm nada com que se preocupar. Na verdade, todos os que já praticaram grandes males parecem ter-se dado bem. No entanto, o mal trará suas consequências. De que forma a fé em Deus e em Suas promessas de julgamento devem ajudar a dar-nos um pouco de paz mental com respeito a toda a injustiça que vemos no mundo hoje?

O poder da oração: Hoje vamos orar por milagres reais na nossa vida e na de outros.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Comentários - O conhecimento da verdade

O seguidor de Jesus deve buscar a verdade a cada momento da vida. “Um breve exórdio [introdução] (Pv 22:17-21) chama a atenção do aluno para as palavras dos sábios que o mestre selecionou para sua instrução (17), convida-o a fazer com que elas façam parte de si mesmo (18) e declara que o propósito delas é implantar nele a confiança em Jeová (19).”²

Nessas palavras encontramos um convite não apenas para aprender palavras belas, mas para interiorizá-las na mente e no coração. Alguns opinaram declarando que esse convite para escutar as palavras dos sábios inicia uma nova seção do livro (cf. 1:1; 10:1). Os versos 17-21 formam um todo, em contraste com os breves provérbios soltos que os antecedem e os seguem. A verdade deve atingir o coração, e ela está estruturada em cinco pilares eternos: Deus Pai (Jo 17:3); Deus Filho (Jo 14:6); Deus Espírito (Jo 16:13); a Palavra (Jo 17:17); e a Lei (Sl 119:142). O conhecimento da verdade resulta em uma fé sólida que não advém da emoção nem da experiência destituída de conteúdo. Essa fé eleva nossa convicção de Deus e Sua pessoa. Precisamos ter boas razões para a fé. Finalmente o conhecimento da verdade liberta e leva o cristão a compartilhar a verdade (Jo 8:32).

É impossível às mentes finitas compreender o caráter e as obras do Infinito em toda a sua plenitude. Ao mais esclarecido, ao mais altamente educado, esse santo Ser permanece sempre envolto em mistério. "Porventura, alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-poderoso? Como as alturas dos céus é a Sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o inferno; que poderás tu saber?"³ (Jó 11:7, 8).