5. Leia os relatos da transfiguração nos três evangelhos (Lc 9:27-36; Mt 17:1-9; Mc 9:2-8). (Leia também o relato de primeira mão feito por Pedro acerca do incidente, e note a verdade que o apóstolo estabeleceu a partir de sua experiência como testemunha ocular; ver 2Pe 1:16-19). Quais informações adicionais Lucas apresenta, e por que elas são importantes?
Lucas iniciou a narrativa com um detalhe que Mateus e Marcos não mencionam: Jesus levou Pedro, Tiago e João a um monte para orar. Jesus tinha os olhos e a mente fixos na direção de Jerusalém e predisse a vereda de sofrimento que se estendia diante dEle. Jesus desejava estar seguro de que estava fazendo o que Deus queria que Ele fizesse. Em momentos como esse, a oração é a única maneira de encontrar certeza e segurança. O processo da oração fez com que a glória divina se derramasse imediatamente sobre a pessoa de Jesus: “A aparência do Seu rosto se transfigurou e Suas vestes resplandeceram de brancura” (Lc 9:29).
O Jesus transfigurado estava conversando com Moisés e Elias sobre “Sua partida, que Ele estava para cumprir em Jerusalém” (v. 31). A palavra “partida” pode ser entendida de duas formas: Sua morte iminente em Jerusalém, embora a palavra grega usada aqui, exodus, não seja usada com frequência para a morte; portanto, “partida” pode também significar o grande “êxodo” que Jesus estava para efetuar em Jerusalém, o poderoso êxodo redentor que traria livramento do pecado.
A conversa dos três terminou com uma voz de aprovação vinda do Céu: “Este é o Meu Filho […] a Ele ouvi” (v. 35). A transfiguração ungiu Jesus com glória, assegurou-Lhe novamente Sua filiação, e anunciou que a redenção custaria a vida do Filho. Esse foi o motivo da ordem celestial para os discípulos: Ouçam-nO. Sem obediência e lealdade exclusiva a Ele, não há discipulado.
Ellen G. White escreveu, referindo-se a Moisés e Elias, que esses homens, que haviam sido “escolhidos de preferência a todos os anjos que rodeiam o trono, tinham vindo para conversar com Jesus acerca das cenas de Seu sofrimento e confortá-Lo com a certeza da simpatia do Céu. A esperança do mundo, a salvação de toda criatura humana, eis o assunto de sua entrevista” (O Desejado de Todas as Nações, p. 425).
Até mesmo o próprio Jesus, que havia confortado tantas outras pessoas, buscou consolo e conforto para Si mesmo. O que isso deve nos dizer sobre o fato de que até os mais fortes espiritualmente entre nós, podem, às vezes, precisar de consolo, encorajamento e ajuda da parte de outros? Você conhece alguém que necessita de consolo, conforto e encorajamento?
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