domingo, 8 de fevereiro de 2015

Lição 7 Adultos - Domingo, 8 de fevereiro - O pecado e os amigos

1. Leia Provérbios 17:9; 19:11. Que ideia crucial está sendo apresentada nessas passagens? Como devemos tratar as pessoas que caem?

Quando alguém comete um erro, é tão tentador espalhar a história, contar tudo aos outros! “Você sabe o que fulano fez?” Embora possamos agir como se estivéssemos chocados com o ato, ainda gostamos de contar aos outros o que aconteceu. Em resumo: estamos fazendo fofoca, e é contra isso que estamos sendo advertidos, porque esse comportamento irá gerar contendas, mesmo entre amigos chegados. Afinal de contas, se um amigo seu comete um erro, que tipo de amigo é você se sai contando isso para outras pessoas? 
Em vez disso, somos advertidos a “encobrir” o erro. Isso não deve indicar, porém, que tenhamos que esconder o pecado, agir como se ele nunca tivesse acontecido, como se a pessoa nunca tivesse cometido o erro. O pecado que é encoberto ainda existe, embora escondido. Na verdade, a palavra hebraica usada nessa expressão tem a conotação específica de “perdoar” (Sl 85:2; Ne 4:5). O amor, não a fofoca, deve ser nossa resposta ao erro da outra pessoa.

2. Leia Provérbios 17:17 e 1 Coríntios 13:5-7. Como o amor ajuda a lidar com o erro de um amigo ou irmão?

Ninguém ama seu cônjuge porque ele é perfeito. Ele é amado a despeito de seus erros e falhas. Somente através do amor aprendemos a não julgar os outros, porque, com nossas próprias faltas e falhas, poderíamos ser tão culpados quanto eles. Em vez disso, podemos, junto com eles, lamentar o que fizeram, e procurar ajudá-los, de todos os modos que pudermos, a resolver o problema. Afinal de contas, para que são os amigos e irmãos senão para isso?

Pense numa ocasião em que você cometeu um grande erro e foi perdoado, teve suas necessidades atendidas e foi confortado. O que isso lhe diz sobre o dever de fazer o mesmo por outros?

Lição 7 Jovens - Domingo, 8 de Fevereiro As convenções do Céu

Desde 1949, as Convenções de Genebra têm firmado acordos internacionais que buscam conter alguns dos problemas mais complicados do conflito humano.* Esses acordos foram assinados por muitos países que reconheceram que, apesar das lutas e conflitos serem inevitáveis, alguns componentes da guerra mancham a dignidade da família humana global. De acordo com essas convenções, práticas como atacar médicos em tempo de guerra, torturar prisioneiros e tratar civis de maneira desumana são inaceitáveis na guerra.

Os cristãos podem aprender com as Convenções de Genebra em termos de conflito. Com efeito, o código de Genebra declara que o ato de luta contra o inimigo não é inerentemente errado, mas que certos métodos de luta contra o inimigo são. De igual modo, como cristãos, somos chamados para resistir ao inimigo, o diabo. Isso implica lutar contra os convites dele para pecarmos. Como lidamos com tais lutas é objeto de especial atenção de Deus. A honestidade é uma das mais poderosas armas do cristão.

Provérbios 19:1 evidencia que a calúnia, um tipo de falsidade, é uma transgressão do “Código de Genebra do Céu”. É dito do caluniador, ou daquele de lábios perversos, que ele está numa condição mais deplorável do que a pobreza! Porém, “aquele que vive com integridade” é considerado melhor. Deus rejeita a difamação como resposta a conflitos, mesmo quando somos vítimas no processo.

Provérbios 19:9 reitera que a testemunha falsa não sairá sem punição e que quem profere mentiras morrerá. Note que não existe diferença entre o perpetrador e a vítima no conflito. O identificador absoluto “todo aquele”, significa que qualquer pessoa que recorre à mentira é condenado. Isso pode ser um ensinamento difícil, considerando como é difícil não responder a um ultraje com outro ultraje ou ódio com ódio. No entanto, o verso 22 diz: “O que se deseja ver num homem é amor perene.” Amor infalível era a resposta de Cristo para com aqueles que O desprezavam. Era Sua resposta àqueles que difamavam Seu nome. Essa também deve ser nossa resposta.

Lembre-se de que os cristãos nascem em um mundo que está em guerra contra Deus. Então, não é simplesmente lutar, mas a maneira pela qual lutamos determinará nosso lado na batalha. Lutar sustentado pelo poder divino e recusando o mal nos dá clareza no conflito e uma paz interior por meio do Espírito Santo.

* Summary of the Geneva Conventions of 1949 and Their Additional Protocols, 

Comentário Lição 7 - Domingo, 8 de fevereiro – O pecado e os amigos

Mudança nenhuma das circunstâncias externas deve abater nosso afeto pelos que estão ao redor, especialmente os mais próximos, os familiares. Entretanto, é bom lembrar que nenhum amigo, salvo Cristo, merece confiança ilimitada. Ao escrever aos coríntios, o apóstolo Paulo mencionou que o amor deve ser paciente. A palavra utilizada em grego é “makrothumein”, que descreve a paciência com as pessoas e não com as circunstâncias. Crisóstomo declarou que essa é a palavra que se usa acerca do homem que foi afrontado e que, tendo poder para se vingar facilmente, não o faz. Descreve o homem lento para se irritar. Utiliza-se para se referir ao próprio Deus em Sua relação com os homens. Ao lidar com os seres humanos, por mais rebeldes, desumanos e cruéis que sejam, devemos exercer a mesma paciência que Deus tem para conosco, e amá-los como a nós mesmos” (Lc 10:27).

A raiz da palavra hebraica “kasah”, é utilizada tanto em Provérbios 17:9 quanto no Salmo 85:2, demonstrando que as palavras “cobrir”, “ocultar”, “encobrir” e “enterrar” estão relacionadas ao perdão, fruto de uma expiação ocorrida no coração, oferecendo amor e buscando amor da parte do próximo. Nesse sentido, há a esperança de que outras pessoas se mostrem caridosas. Provérbios 10:12 diz: “O amor cobre todas as transgressões.” O homem que sai espalhando para todos que foi ofendido, separa amigos e estraga a vida da comunidade. Esse tipo de difamação é condenada, pois se limita apenas a espalhar antigas queixas, repetindo a outros alguma transgressão que já deveria ter sido perdoada, como demonstração do amor fraternal que nos une e dá certeza de que o Pai celestial também nos perdoa e não nos difama.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Lição 7 Adultos - Como lidar com as contendas - Sábado à tarde

VERSO PARA MEMORIZAR:
“Melhor é um bocado seco e tranquilidade do que a casa farta de carnes e contendas” (Pv 17:1).

O livro de Provérbios condena novamente o engano das aparências.

Podemos parecer ter tudo o que o mundo oferece – riqueza, poder, prazer, fama – mas, por trás da fachada, podem estar florescendo a tensão e a miséria. É até possível que a causa dessa tensão e miséria seja precisamente a riqueza e o prazer que as pessoas tanto lutam para alcançar. Como declara um provérbio egípcio: “Melhor é o pão com um coração feliz do que a riqueza com aborrecimento” (Miriam Lichtheim, “Instructions”, Ancient Egyptian Literature: A Book of Readings, v. 2, p. 156). De acordo com o livro de Provérbios, o primeiro passo para resolver esse problema é reconhecer quais são nossas prioridades: relacionamentos harmoniosos são mais importantes do que a riqueza (Pv 17:1). O que conta não é tanto o que temos, mas quem somos no íntimo. O conselho que vem a seguir ajudará a restaurar essa prioridade e a nos levar à paz interior (shalom, no hebraico) que aumentará nossa felicidade.

Lição 7 Jovens - Resolvendo conflitos - Sábado à tarde



“Melhor é um pedaço de pão seco com paz e tranquilidade do que uma casa onde há banquetes, e muitas brigas” (Pv 17:1).

Prévia da semana: Os relacionamentos humanos são construídos com base em palavras. Constantemente dizemos palavras uns aos outros para indicar a natureza de nossos relacionamentos. Palavras iradas de contenda e mentira indicam um relacionamento arruinado. Palavras bondosas de verdade e encorajamento indicam um relacionamento florescente.

Comentário Lição 7 - Como lidar com as contendas - Ampliação

Entre os historiadores norte-americanos há muitos relatos que mostram o desprezo que Stanton demonstrava por Abraham Lincoln. Um deles, inclusive, menciona que o primeiro chamava o segundo de “um palhaço baixo e sagaz”, apelidou-o de “o gorila original”, argumentando que o explorador Du Chailu estava perdendo tempo, ao procurar gorilas no continente africano para serem capturados, sendo que em Springfield, Illinois, poderia encontrar um facilmente, uma clara referência a Lincoln, que até o momento não se manifestara. Quando exercia o mandato de presidente dos EUA, Lincoln nomeou Stanton como ministro da guerra devido ao fato de que “era o mais capaz para esse trabalho”. Lincoln o tratou cortesmente. Os anos se passaram, até que chegou o fatídico momento no teatro onde o presidente foi assassinado. No pequeno quarto ao qual foi levado o corpo de Lincoln, Stanton olhou silenciosamente o rosto dele e de repente, entre lágrimas, pronunciou as seguintes palavras: “Ali jaz o maior dos governantes que o mundo já viu.” A forma como Lincoln lidou com seu “adversário” foi suficiente para que ele entendesse seu valor e o respeitasse, infelizmente, depois da morte. Promover relacionamentos harmoniosos contribui para a formação de vínculos sólidos e ajuda a resolver as eventuais contendas que surgem. Lincoln demonstrou isso de forma prática e eficiente.

O livro de Provérbios apresenta soluções para superar as contendas em todos os âmbitos, mostrando a necessidade de reconhecer prioridades, deixando de lado as enganosas aparências e focalizando o que realmente importa: buscar o amor e a paz familiar, de acordo com o modelo bíblico, para o nosso bem-estar. Hoje as pessoas precisam valorizar o próximo pelo que ele é, e não simplesmente pelo que possui, o que contribuirá para que situações de contenda sejam resolvidas ou nem existam.