terça-feira, 7 de abril de 2015

Lição Adultos - “Não só de pão”

“Jesus, cheio do Espírito Santo […] foi levado pelo Espírito ao deserto, onde, durante quarenta dias, foi tentado pelo diabo” (Lc 4:1, 2, NVI). Nascido para uma missão designada por Deus, comissionado para essa tarefa em Seu batismo, capacitado com o poder do Espírito Santo, Jesus, o Cristo, Se retirou para o deserto a fim de meditar na tarefa que tinha pela frente. A tentação no deserto foi uma batalha significativa entre Cristo e Satanás no grande conflito que tem sido travado desde a rebelião de Lúcifer no Céu. No deserto, quando o Salvador estava enfraquecido pelos 40 dias de jejum, quando a jornada à frente parecia árida e cansativa, Satanás assumiu pessoalmente o comando em seu ataque contra Jesus. “Satanás viu que, ou venceria, ou seria vencido. Havia muitas coisas em jogo no resultado do conflito para que ele o confiasse aos anjos confederados. Ele mesmo devia dirigir o conflito” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 116).

3. Note o que Satanás disse a Cristo: “Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão” (Lc 4:3). Nesse relato, o que Satanás estava procurando fazer que reflete o que ele tentou fazer no Céu?

A questão central ali não era o pão. Sim, o jejum de 40 dias no deserto deve ter deixado o Salvador faminto, e Satanás usou a circunstância como isca. Mas Satanás sabia que Jesus é o criador do Universo. Para Aquele que criou o Universo do nada, fazer uma pedra se transformar em pão não era problema. O ponto crucial da tentação se encontra em sua introdução: “Se és o Filho de Deus.” Apenas 40 dias antes, a voz do Céu havia atestado que Jesus era, de fato, o Filho de Deus; e então, Jesus duvidaria da certeza dada pelo Céu? Duvidar da Palavra de Deus é o primeiro passo para ceder à tentação. No Céu, Satanás havia desafiado a autoridade de Jesus; e ele faz isso aqui também, ainda que de uma forma muito mais sutil do que a usada por ele no Céu.

De que forma podemos aprender a não sucumbir às tentativas de Satanás para conseguir que duvidemos das promessas de Deus? 

Lição Jovens - Um novo amanhecer

João Batista – o primeiro evangelista (Mt 3:1-12; Mc 1:1-13; Lc 3:1-14).

A vinda de João Batista foi parte do plano divino para salvar Israel e a humanidade. De fato, o aparecimento do precursor marcou o fim da velha era e anunciou a nova aliança (Lc 16:16). Por quase quatro séculos não houve profeta em Israel. A chegada de João Batista cumpriu a profecia de Isaías 40:3-5. Lucas 3:5, 6 diz: “Toda a humanidade verá a salvação de Deus”.

A pregação de João Batista (Mt 3:1-10; Mc 1:1-8; Lc 3:7-14). João encorajou seus contemporâneos a aceitar o batismo do arrependimento. Essa proclamação poderosa ocorre principalmente nas seguintes passagens:

1. O chamado para o arrependimento verdadeiro (Mt 3:1-10). Não havia utilidade no fato de os judeus se autodenominarem “filhos de Abraão”, se não produziam os frutos do verdadeiro arrependimento. “Toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo” (verso 10).

“Compare a parábola de Isaías sobre as uvas selvagens (Is 5:1-7) e a parábola de Cristo da figueira estéril (Lc 13:6-9). Implícito na parábola de Jesus está o fato de que Deus é longânimo, mas, se Sua oferta de bênçãos e misericórdia não for apreciada, elas serão retiradas. A nação judaica tinha praticamente sobrevivido a seus dias de misericórdia e estava a ponto de ser rejeitada.”1

2. O chamado para um novo padrão de vida (Lc 3:7-14). João deu instruções específicas para as diferentes multidões que o escutavam. Por exemplo, ele advertiu aos cobradores de impostos (publicanos) que eles não deveriam exigir nada além do que lhes fosse ordenado; disse aos soldados que não usassem de violência para com ninguém.

Prepare o caminho do Senhor (Mt 3:11, 12; 14:3, 4; Mc 1:7, 8; 6:17, 18; Lc 3:15-17; Jo 1:24-28). É essencial estar preparado para um evento importante como o nascimento de uma criança, um casamento, um exame acadêmico ou uma entrevista de trabalho. Ainda mais importante era o preparo para a primeira vinda do Messias. Essa foi a missão de João Batista. Ele direcionou seus ouvintes para Aquele que iria batizá-los “com o Espírito e com fogo” (Lc 3:16).

João Batista permaneceu fiel à verdade, mesmo após Herodes tê-lo lançado na prisão (Lc 3:19, 20).

O batismo de Jesus (Mt 3:13-17; Mc 1:9-11; Lc 3:21-38; Jo 1:29-34). João Batista batizou Jesus. Que privilégio deve ter sido para ele! Lucas relata a presença do Espírito Santo na forma de uma pomba descendo sobre Jesus no momento em que Ele Se levantou da água. A expressão “forma corpórea” (Lc 3:22) ressalta a vinda do Espírito, que também desempenha papel fundamental no processo da conversão. É o Espírito que nos convence do pecado (Jo 16:8-11), e o mesmo Espírito capacitou Jesus para Seu ministério.

As tentações e a vitória (Sl 91; Mt 4:1-11; Mc 1:12, 13; Lc 4:1-13). As tentações de Satanás foram parte da preparação de Jesus para Seu ministério. Ele enfrentou Satanás após quarenta dias de jejum, portanto, Sua condição física estava debilitada, tornando, assim, mais difícil resistir às tentações.

As duas primeiras tentações começaram com a mesma frase: “Se és o Filho de Deus” (Lc 4:3; 4:9). Assim Satanás instigou Jesus a utilizar Sua divindade. Ele também esperava que Cristo usasse Seus poderes divinos para Seus próprios interesses egoístas ao desafiar a autoridade do Pai.

A terceira tentação de Satanás mostra a intenção que ele tem desde o princípio do conflito cósmico – conseguir que as pessoas o sigam em lugar de seguirem seu Criador. “A intenção do Salmo 91 é mostrar a proteção de Deus para com Seu povo, não para motivá-lo a usar o poder divino para demonstrações sensacionalistas ou tolas.”2

1. The Seventh-day Adventist Bible Commentary, 2ª edição, v. 5, p. 299.

2. Life Application Study Bible, New International Version (Zondervan Publishing House, 1984), p. 1800.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Lição Adultos - “Tu és Meu Filho amado”

Em Lucas 2:41-50, lemos a famosa história de quando José e Maria perderam Jesus de vista em Jerusalém. O que é especialmente fascinante é a resposta de Jesus a Maria quando ela O censurou (v. 48). Sua resposta é uma afirmação de Sua divina autoconsciência de ser o Filho de Deus. “‘Por que é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?’“ (v. 49, ARC). Como diz o verso seguinte, José e Maria não compreenderam as implicações do que Jesus lhes havia dito. E, para sermos justos, como poderiam compreender? Afinal de contas, nem mesmo os discípulos, depois de terem passado vários anos com Jesus, tinham plena certeza de quem Ele era e do que iria fazer.

Por exemplo, após Sua ressurreição, Jesus estava conversando com dois discípulos no caminho para Emaús. Um deles, ao se referir a Jesus, havia dito que Ele “era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo” (Lc 24:19). Jesus, é claro, era muito mais do que um profeta. Mesmo naquele momento eles ainda não compreendiam quem Ele era e o que viera fazer.

2. Leia Mateus 3:13-17, João 1:29-34 e Lucas 3:21, 22. Qual é o significado do batismo de Jesus?

Por ocasião de Seu batismo, o Céu atestou o fato de Jesus ser o Filho de Deus. Jesus buscou o batismo, não porque precisasse dele como parte de um processo que vem após o arrependimento, mas como um exemplo aos outros (Mt 3:14, 15). Três importantes fatores se destacam com relação ao batismo de Jesus: (1) a proclamação de João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29); (2) A unção de Jesus pelo Espírito Santo para a missão que Ele tinha pela frente; (3) a proclamação celestial de que Jesus é o Filho de Deus, em quem o Pai Se compraz.

O imaculado Filho de Deus, o criador do cosmos, foi batizado por um mero ser humano, como parte do plano da salvação. Como essa condescendência de Sua parte nos ajuda a estar dispostos a nos humilhar sempre que for necessário?

Lição Jovens - O preparador do caminho

Lucas 3:1, 2 apresenta as autoridades que governavam o povo quando o ministério público de Jesus estava para começar. Tibério César era um rei “suspeito e cruel”.1 Pôncio Pilatos era o governador da Judeia. Ele colaborou com o sinédrio para processar Jesus e, mais tarde, lavou as mãos para dizer que era inocente do Seu sangue.2 Herodes era tetrarca da Galileia, enquanto seu irmão Filipe, governava a Itureia e a região de Traconites. Em Lucas 13:32, Jesus Se referiu a Herodes como “aquela raposa”. Lisânias “é mencionado repetidamente por Josefo [...] e o nome, precedido pelo título tetrarca, aparece em uma inscrição grega descoberta em Abilene. [...] Nada mais é conhecido de seus antepassados, vida e reino.3 Anás era filho de Sete e foi apontado como sumo-sacerdote por Quirino.4 O historiador Flávio Josefo menciona ainda o nome completo do outro sumo-sacerdote, Josefo ben Caifás. Em 1990, arqueólogos descobriram um sepulcro fora de Jerusalém, contendo um caixão-urna, com o nome dele escrito.5

Por que Lucas mencionou esses líderes políticos e religiosos? Será que ele desejava mostrar um contraste entre essa elite e o humilde João Batista? Os líderes políticos controlavam sua jurisdição pelas leis nacionais, mas João Batista representava Aquele que falaria de amor, arrependimento e salvação. Os líderes religiosos eram vistos como pilares espirituais, mas Jesus podia ver seus intentos como sepulcros caiados (Mt 23). Apesar disso, Jesus apelou para que eles se arrependessem e cressem nEle.

No sermão de João Batista, Lucas enfatizou a necessidade e a grande obra que se realizaria com a chegada do Messias. É como a aparição da maior autoridade na abertura do desfile, significando que algo maravilhoso está para começar. Que dia inspirador foi quando Jesus pediu a João que O batizasse! Isso marcou o início de Seu ministério e Sua identidade claramente foi proclamada.

1. The SDA Bible Dictionary, ver “Tiberius Caesar”.

2. Ibid., ver “Pilate”.

3. Ibid., ver “Lysanias”.

4. Ibid., ver “Annas”.

5. “Historical Evidence for Annas and Caiaphas”, BibleHistory.net, acessado em 26 de março de 2014, http://www.biblehistory.net/newsletter/joseph_caiaphas.htm.

domingo, 5 de abril de 2015

Lição Adultos - “Preparai o caminho do Senhor”

Em Lucas 3, João aparece em seu papel singular e fundamental na história da salvação. Qualquer outra coisa poderia ser dita a respeito da pregação de João, exceto que ele amenizasse suas palavras para agradar à multidão.

1. Leia Lucas 3:1-14. As palavras de João Batista estão carregadas de importantes verdades para todos nós. Que lições em particular você pode tirar do que João estava dizendo?

O arrependimento não é apenas uma noção teórica; é um modo de vida. A palavra vem do grego metanoia, que significa mudança de mentalidade, e isso leva a uma nova vida.

“Batizar” significa mergulhar ou imergir completamente na água. A imersão tem um significado profundo. Mesmo antes do tempo de João, os judeus haviam atribuído um significado ao batismo por imersão. Ele constituía uma prática comum quando os prosélitos gentios escolhiam se unir à fé judaica.

Ao convidar os judeus para que fossem batizados, João Batista estava apresentando um novo princípio: o batismo é uma ocasião para se renunciar publicamente aos antigos caminhos pecaminosos e preparar-se para a vinda do Messias. Assim, João Batista introduziu para os cidadãos do reino messiânico, que estava para ser inaugurado, um ato simbólico de renúncia ao pecado e de consagração a um novo modo de vida. João se apressou a acrescentar que estava batizando apenas com água, mas Aquele que viria após Ele “os [batizaria] com o Espírito Santo e com fogo” (Lc 3:16, NVI). Assim, é dada uma lição crucial: o batismo, como ato de imersão na água, é apenas um símbolo exterior de uma mudança interior – uma mudança que posteriormente seria selada pelo batismo do Espírito Santo.

Leia Romanos 6:1-6. Que lições espirituais o apóstolo Paulo extraiu do ato do batismo? Note a comparação que ele fez entre o ato de imersão e saída da água com o morrer para o pecado e viver para a justiça. Como você experimentou a realidade dessa nova vida em Cristo? Que áreas de sua vida ainda permanecem “submersas”?

Lição Jovens - Vozes no deserto

“Ei, vocês se lembram de quando George W. Bush foi presidente dos Estados Unidos e Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia? João Paulo II era o papa nessa época. Lembram-se de quando essas pessoas famosas estavam no poder? Também havia esse ‘joão-ninguém’ pelo deserto que anunciava a chegada do Salvador, e umas poucas pessoas o escutaram.” Esse seria mais ou menos o estilo de cenário criado por Lucas para a lição que estudaremos nesta semana.

Lucas era um excelente jornalista investigativo. Ele se inteirou do contexto histórico e dos temas relativos à pessoa de Jesus. Também escreveu um lindo relato de tudo, certamente com a ajuda do Espírito Santo. Ao estudarmos sobre o batismo e as tentações de Jesus, podemos compreender melhor o cenário histórico e sua relevância espiritual por intermédio da contribuição de Lucas.

Você consegue perceber que havia uma intenção ao considerar as circunstâncias do nascimento de Cristo? Por que razão Jesus foi batizado? Ele precisava provar alguma coisa para Seu Pai? Isso foi símbolo de alguma coisa?

Sobre as tentações de Jesus, você poderia pensar: “Isso não é o óbvio? Uma pessoa é batizada, então o diabo começa com suas tentações e a pessoa luta como nunca antes.” Mas, considere isto: Não houve uma voz que falou no momento do batismo de Jesus? Sim. E veja, não se trata de uma voz comum. É a voz que traz poder espiritual ao ouvinte. Aqui encontramos o primeiro segredo do sucesso espiritual de Jesus.

Entretanto, você necessita de algo mais em sua lista. Você precisa saber do segundo segredo de Jesus: Conhecer o Manual de Instruções antes de precisar dele. Nosso Salvador não estava dando uma rápida olhada na Sua versão preferida da Bíblia quando Ele disse a Satanás: “Está escrito.” Ele citou as passagens ao enfrentar as tentações porque tinha conhecimento profundo daqueles textos. Você saberia aplicar as Escrituras ao enfrentar pressões e provações? Durante a semana, também estudaremos o assunto da adoração. Você consegue imaginar a afronta de Satanás quando tentou Jesus para que o adorasse?

Ao estudar a lição desta semana, peça que Deus o ajude a compreender o que as significativas vitórias de Jesus representam para nós.

sábado, 4 de abril de 2015

Lição Adulto - O batismo e as tentações

O Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o Meu Filho amado, em Ti Me comprazo. Lc 3:22

Leituras da Semana:
Lc 3:1-14; Rm 6:1-6; Lc 3:21, 22; 4:5-8; Is 14:13, 14; Lc 4:9-13

Como vimos na semana passada, Lucas apresenta uma lista de grandes dignitários da História, para ajudar a mostrar, cremos nós, que seu relato sobre Jesus e João é tão real e histórico quanto esses influentes homens. Mas há outra razão importante para mencionar esses homens de grande poder e influência: é contrastá-los com o humilde homem do deserto, João Batista, o mensageiro escolhido por Deus que devia preparar o caminho para o evento mais significativo de toda a história humana até esse momento: a vinda de Jesus, o Redentor do mundo. Que interessante é o fato de que Deus escolheu, não um dos “grandes” homens do mundo para anunciar o Messias, mas um dos mais humildes!

Os estudiosos reúnem todos esses personagens históricos e nos dão uma data próxima a 27 ou 28 d.C. para o início do ministério de João Batista e de Jesus. Foi dentro do período histórico desses homens ilustres do Império Romano que Jesus foi batizado e recebeu Sua consagração como o “Filho amado” de Deus (Lc 3:22). Lucas estabelece isso logo de início, mesmo antes de apresentar a seus leitores a “exposição em ordem” da missão e do ministério de Jesus Cristo.