O Deus do impossível (Lc 1:5-17, 37). Após a entrada do pecado, Deus prometeu a Adão e Eva que Ele restauraria o relacionamento interrompido pela má escolha deles (Gn 3:15). Tal restauração é impossível de ser realizada por nós, então faz sentido que Deus ofereça a solução para esse problema. Afinal de contas, para Ele, “nada é impossível” (Lc 1:37). Isabel e Zacarias experimentaram uma impossibilidade em sua vida. Eles eram um casal honesto e dedicaram sua vida a Deus. No entanto, não tiveram filhos. Mas Deus tinha um plano para eles. Ele abençoou esse casal com um filho, que preparou “o caminho para o Senhor” (Is 40:3). Sobre esse filho foi derramado o Espírito Santo porque tarefas impossíveis exigem uma grande porção do poder dado por Deus.
Às vezes, esquecemos (Lc 1:18). É interessante que, apesar de Zacarias ser “justo aos olhos de Deus, obedecendo de modo irrepreensível a todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (Lc 1:6), ele duvidou da Sua promessa. Após tudo o que ele experimentou com Deus e de Deus, ainda questionou se o Senhor poderia dar um filho a ele e a sua esposa já idosa. Em vez de confiar no Deus do impossível, ele colocou o foco na situação impossível. Parece que isso também ocorre em nossa vida. Todos nós temos sido abençoados por Deus, e talvez muitos de nós já tenhamos testemunhado Deus fazer coisas impossíveis em nossa vida. Durante esses momentos, nós O louvamos, e nossa fé parece ótima. Contudo, após algum tempo, tendemos a esquecer essas experiências maravilhosas e continuamos a duvidar de que no futuro Ele possa realizar coisas impossíveis.
Profecia cumprida (Mq 5:2; Lc 2:4-7). Imagine Maria e José segurando o bebê Jesus pela primeira vez. Imagine a alegria que sentiram ao saber que o Salvador tinha nascido naquele dia! Provavelmente, não compreenderam plenamente quem era Aquele que eles ninavam em seus braços. Deus salvou nosso mundo caído por meio daquele pequeno Bebê. Maria e José sem dúvida haviam escutado sobre a profecia do Messias vindouro: “Mas tu, Belém-Efrata, embora sejas pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para Mim Aquele que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em tempos antigos” (Mq 5:2).
Muito provavelmente, haviam aguardado com ansiedade Sua chegada, e talvez tivessem experimentado algumas das mesmas dúvidas que Zacarias sentiu quando o anjo lhe disse que ele teria um filho, apesar da idade avançada. Deus estava fazendo algo impossível, mas esse nascimento era apenas o início do plano divino da salvação.
Espera fiel (Lc 2:25-32; Ap 14:6, 7). Esperar é algo de que ninguém gosta porque exige uma grande dose de paciência. No entanto, em Lucas 2, aprendemos sobre Simeão, um homem que dedicou sua vida a esperar. A Bíblia nos diz em Lucas 2:25 que esse “homem [...] era justo e piedoso, e que esperava a consolação de Israel”. Simeão passou seus dias esperando o nascimento do Salvador! Seu único desejo era ver a salvação do Senhor. Após isso, poderia morrer em paz.
Pense nisso. Estamos vivendo realmente como se estivéssemos esperando Jesus retornar? Ou estamos tão sobrecarregados pelos cuidados deste mundo que os assuntos espirituais se tornam secundários em nossa vida? Simeão sabia o que era importante. Ele sabia que nada no mundo era mais importante do que esperar o Salvador. Assim que o Espírito Santo o levou ao templo, ele se regozijou sabendo que poderia contemplar sua Salvação! Simeão também destacou algumas verdades importantes ao abençoar Jesus: (1) a salvação só é possível por intermédio de Cristo (verso 30), (2) a salvação é dádiva de Deus (verso 31) e (3) a salvação está disponível para todos (verso 31).
Essas mesmas verdades se aplicam a nós. Não mais estamos esperando o Messias. Estamos aguardando a segunda vinda de Jesus. Nós também temos uma mensagem para todas as pessoas. Na verdade, essa mensagem é uma das crenças fundamentais da Igreja Adventista. Apocalipse 14:6, 7 diz: “Vi outro anjo, que voava pelo céu e tinha na mão o evangelho eterno para proclamar aos que habitam na Terra, a toda nação, tribo, língua e povo. Ele disse em alta voz: ‘Temam a Deus e glorifiquem-nO, pois chegou a hora do Seu juízo. Adorem Aquele que fez os céus, a Terra, o mar e as fontes das águas’” (Ap 14:6, 7). Devemos compartilhar essa mensagem com todos, não importa quem eles sejam, porque Jesus ama a todos.
Falar aos outros sobre o Salvador resulta em reconciliação entre Deus e a humanidade, uma reconciliação que Deus prometeu em Gênesis 3:15. Sim, precisamos esperar que Jesus retorne, mas que tipo de pessoas estamos nos tornando enquanto aguardamos? Estamos nos tornando mais semelhantes ao Salvador ou ao mundo? Estamos revelando o amor de Jesus aos outros? Estamos amando mais aos outros?
Ao você refletir sobre o grande amor de Deus, considere o que você fará enquanto espera o retorno do seu Salvador.
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